sábado, 8 de outubro de 2016

SETE ALMAS

Nota 0,5 Nota é só um agrado aos responsáveis pela edição forçados a horas de tortura 

Com a sugestiva frase de efeito “o mal encontrou um novo lar”, Sete Almas é uma tremenda decepção, um dos piores filmes dos últimos anos e Val Kilmer, que fora um dos grandes astros da década de 1990, encabeçando seu elenco apenas revela seu desespero para pagar as contas. Os minutos iniciais já deixam clara a falta de identidade e criatividade do longa. O prólogo bebe descaradamente na fonte de outras produções de horror como o lendário Terror em Amityville mostrando um garotinho que assassina toda sua família durante uma tenebrosa noite de chuva e escuridão obviamente culpando uma voz manipuladora como responsável pelos seus atos. O massacre aconteceu um século antes da ação principal da trama, porém, o diretor Kevin Carraway, de O Quarto do Medo, não explora as possibilidades e tem pressa em resumir o prólogo afinal tem consciência de que não está trazendo nada de novo ao espectador, nem mesmo quanto aos cortes de edição que revelam um manjado truque de câmeras em ritmo acelerado. Nos tempos atuais, o advogado Bill McCormick (Kilmer) e sua ex-esposa Brooklyn (Boonie Somerville) estão voltando de uma viagem após alguns dias para repensarem o casamento, mas sem sucesso. Na mesma van estão os irmãos Isaac (Luke Goss) e Adam (Matt Barr) e o Dr. Lipski (Christian Baha), todos que acabam presos em meio a mata fechada por conta de um acidente com o carro. Eles são socorridos pelo misterioso Jack (Ving Rhames) que os convida para passar a noite em sua casa por conta de uma forte tempestade e pelos acessos à estrada estarem interditados. O cara é sinistro! Quem em sã consciência toparia essa ajuda? A partir do momento que estão sob os cuidados desse completo desconhecido, eles percebem que há algo de estranho nesta acolhida e nem mesmo um telefone para pedir ajuda existe na casa. E os tropeços do roteiro de Lawrence Sara em parceria com Carraway surgem como avalanches. Mesmo sabendo que não teria para onde ir com um carro, Adam encasqueta que precisam ter alguns suprimentos para a noite que de antemão promete ser infernal.... Para eles, fique claro. Ao público um tremendo engodo.


O rapaz não consegue voltar à estrada, mas acha que tirou a sorte grande ao reencontrar Courtney (a brasileira, e péssima, Rebecca Da Costa), atendente de uma lojinha em um posto de gasolina que conheceu pouco antes do acidente. Detalhe, a moça ficou sem combustível. Humm.... Muito suspeito, não? Adam volta à casa de Jack com sua paquera e a essa altura o personagem de Kilmer já profetiza que o local é assombrado e que um a um todos vão morrer. Não é preciso ser adivinho para isso. O metido a sabichão é o primeiro a empacotar poupando o ator de participar muito tempo desta bobagem, mas nem por isso desvencilhando seu nome de uma produção execrável do início ao fim, pelo contrário, seu nome é o carro-chefe do elenco composto por atores inexpressivos interpretando (ou estariam ainda ensaiando sem compromisso?) um texto sem força, coesão ou propósito. Por mais que houvesse tempestade ou bloqueio de estradas, a escuridão da floresta certamente parece uma opção bem melhor que passar a noite em uma casa cujo anfitrião deixa claro que ninguém vai sair dali com vida. Todavia, a galera parece conformada com seu destino e não arreda o pé nem mesmo quando descobrem sobre a chacina que ocorreu na mesma residência, pelo contrário, continuam explorando o local, papeando futilidades esperando o tempo passar e pensam até em tirar um cochilo, inclusive Brooklyn que nem liga para a morte do ex cujo corpo fica jogado em um dos quartos. Será que ela teria uma polpuda herança? Não há como levar Sete Almas a sério e o elenco parece debochar do espectador que perdeu pouco mais de uma hora e meia de seu precioso tempo com esse lixo. De fato, há o interesse de seguir até o fim só para gargalhar da farofada tradicional para concluir porcamente uma produção que deveria servir como prova para colocar atrás das grades quem autorizou a produção de algo tão sem pé e nem cabeça. Coitado de quem passou dias na sala de edição montando algo absurdamente ruim, mal feito e com situações inverossímeis. Para quem busca rir da vergonha alheia aqui está um prato cheio. Aos insones também uma boa pedida.

Suspense - 90 min - 2012

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