quinta-feira, 30 de junho de 2016

O GAROTO DA CASA AO LADO

NOTA 4,0

Recheado de clichês, personagens
estereotipados e situações que destoam
do conjunto, ainda assim longa entretém,
muito pelos esforços dos protagonistas
Sandra Bullock e Julia Roberts são atrizes que ficaram marcadas por suas atuações em comédias românticas, mas servem como exemplo de que com dedicação e um bom empresário é possível transitar pelos mais variados gêneros e ainda ganhar prêmios. Já Jennifer Lopez ainda não teve a sorte de encontrar alguém que cuide bem de sua carreira ou se contenta em fazer sempre mais do mesmo. Bem, não vamos ser cruéis com a moça. Ela até tenta sair de sua zona de conforto de vez em quando, porém, seus filmes sérios nunca fazem o mesmo sucesso de suas historinhas água-com-açúcar e ultimamente nem nesse campo tem conseguido bons frutos. Todavia, seu nome é influente e ainda serve como chamariz, embora para o suspense O Garoto da Casa ao Lado não tenha surtido efeito. Virou aquele filme que você sabe que foi exibido no cinema, saiu alguma notinha no jornal, mas que sua passagem não marcou. No entanto, não é uma produção de todo ruim, pelo contrário, prende a atenção boa parte do tempo, mas como a maioria dos thrillers hollywoodianos derrapa na reta final. A estrela de traços latinos e curvas salientes dá vida à Claire Peterson, uma professora de literatura e mãe de Kevin (Ian Nelson), um adolescente revoltadinho e saco de pancadas dos colegas. Seu casamento está por um triz por não aguentar as traições do marido Garret (John Corbett) e fragilizada acaba caindo na lábia de seu mais novo vizinho, Noah (Ryan Guzman), um rapaz beirando os vinte anos que vai morar e cuidar de um tio idoso após perder seus pais em um acidente de carro. Bonitão e com corpo sarado, obviamente as características físicas dele chamam a atenção da jovem senhora, mas é através de seu carisma, cumplicidade e amizade com Kevin que ele consegue se aproximar da vizinha a ponto de seduzi-la. Entre prestação de favores e elogios rasgados, a tensão sexual entre eles aos poucos vai aumentando até que o garotão consegue levar a vizinha para cama e viver uma noite tórrida de sexo. Todavia, na manhã seguinte, Claire se arrepende e reconsidera retomar a relação com Garret e avalia que sua atração por Noah é apenas física, não rola sentimentos além do puro e simples tesão. Matada a curiosidade de ver o que o moreno esconde embaixo das roupas, embora ficar sem camisa ou exibir seus bíceps eram algumas de suas estratégias para conquista-la, ela decide procura-lo e admitir seu erro, mas se surpreende com a reação do rapaz.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

PREMONIÇÃO (2000)

NOTA 8,5

Acima da média, suspense inverte
expectativas com vilão original e
teoricamente imbatível, além de um
clima realista e que desperta discussões
A fobia de viajar de avião é praticamente um fetiche para Hollywood e quanto mais catastrófico o passeio melhor. Se o imprevisto já e angustiante, imagine apenas supor que alguma coisa pode dar errado durante o trajeto, mas algo dentro de você parece implorar para que aborte a viagem. É dessa premissa que parte Premonição, terror adolescente acima da média e percussor de uma franquia de sucesso na qual o assassino não é um psicopata mascarado. É o próprio espectro da Morte que se encarrega de ceifar vidas. A trama tem como protagonista o jovem Alex (Devon Sawa) que está prestes a embarcar para Paris em uma viagem escolar. Antes mesmo de ir para o aeroporto o rapaz já estava sendo perturbado por estranhos sinais, mas nada que se compare ao pesadelo que o assola dentro da aeronave. Ele tem a nítida e detalhada visão de que o avião explodirá poucos minutos após a decolagem e surta de desespero alertando para que todos saíssem enquanto havia tempo. O estado de pânico do rapaz convence a deslocada Clear (Ali Larter) a voltar para o saguão do aeroporto, mesmo não sendo uma grande amiga sua. Outros, porém, vão embora por ficarem irritados com a possibilidade de a viagem ser cancelada por conta de uma atitude infantil. O marrento Carter (Kerr Smith), sua namorada Terry (Amanda Detmer), o bobalhão Billy (Sean William Scott) e a Sra. Valerie Lewton (Kristen Cloke), membro do corpo docente, acabam ficando de fora da viagem ao se envolverem em uma briga com Alex. Tod (Chad Donella), seu melhor amigo, é o único que parece se importar com seu estado de nervos, enquanto a professora tenta apaziguar as coisas, mas não escondendo seu desapontamento. Todavia, todos ficam amedrontados aos verem com seus próprios olhos que a tal premonição realmente acontece e as reações ao episódio são diversas. Os pais de Todd o proíbem de ter contato com Alex, já que perderam um outro filho na tragédia. A Sra. Lewton demonstra medo e repúdio ao rapaz enquanto Billy passa a enxergá-lo como uma espécie de guru. Já Carter, com seu jeito confrontador, está sempre pronto para provocar aquele que de certa forma salvou sua vida, ao contrário de Terry que.... Bem, sem função na trama, ela é rapidamente limada, diga-se de passagem, em uma cena de assassinato que beira o cômico e a mais tola da fita.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

JESSABELLE - O PASSADO NUNCA MORRE

NOTA 3,0

Com argumento interessante, embora
clichê, longa peca por copiar ideias em
demasia e jogar na tela personagens e
situações sem maiores desenvolvimentos
Não é novidade alguma que o gênero terror há anos sofre de uma terrível crise de criarividade, quiçá também de identidade, mas algumas produções abusam além do tolerável quanto a repetição de ideias. Todavia, isso não quer dizer que sejam um lixo total. Jessabelle – O Passado Nunca Morre (descaradamente tentando chamar a atenção de desprevenidos aludindo ao marqueteiro Annabelle) é um bom exemplo resumindo-se a uma colagem de situações já vistas em outros filmes, tão óbvias que é possível até mesmo apontar quais as produções que inspiraram cada uma delas, mas ainda assim prende a atenção durante sua exibição. As sensações despertas após o término já são outros quinhentos. A personagem-título, vivida pela insossa Sarah Snooke, está vivendo um período complicado, aqueles em que parece que o que já está ruim pode ficar ainda pior e os problemas só se multiplicam. A série de coincidências que preenchem seu cotidiano denotam o esquematismo do roteiro e chegam a irritar, mas se não fosse assim talvez o filme não seria viável. Após sofrer um grave acidente de carro no qual seu namorado faleceu e ela perdeu temporariamente a mobilidade das pernas, agora a jovem tem que se adequar a uma nova realidade, mas ao mesmo tempo enfrentar fantasmas do passado. Literalmente! Criada por uma tia já falecida, Jessie, como gosta de ser chamada, agora sozinha e dependente de uma cadeira de rodas é obrigada a voltar a morar com Leon (David Andrews), seu pai alcóolatra com quem não tem contato há anos. A mudança forçada e o abalo do acidente fazem com que a moça passe noites em claro e tenha estranhas visões, mas tudo piora quando encontra uma caixa com fitas de vídeo gravadas no final da década de 1980 por sua mãe durante a gravidez. Kate (Joelle Carter) na época havia descoberto tumores cerebrais e fez as gravações para deixar como lembranças para a filha que temia não vir a conhecer. De fato, a convivência entre elas durou pouquíssimo tempo, mas como mãe é mãe Jessie se emociona e é instigada a ver gravação por gravação, porém, com um objetivo a mais. Apreciadora do tarô e adepta de uma religião ligada ao vodu, sabe-se lá o porquê, mas Kate teve a infeliz ideia de ler a sorte da garota que ainda estava em seu ventre e como quem procura acha viu um futuro horrível para Jessabelle que se espanta com as reações descontroladas do pai ao flagrá-la assistindo aos vídeos.

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