Nota 2,5 Falta romance em longa pouco envolvente que vale mais pela bela fotografia

O personagem de Reynolds, além de lidar com as dificuldades
financeiras para manter seu estabelecimento comercial, é um desacreditado no
amor que volta a ter esperanças nesse sentido ao conhecer uma mulher bem mais
novo que naturalmente carrega consigo mesma uma dose extra de esperança e
alegria. Embora exista a expectativa de que surja um forte envolvimento amoroso
entre eles, é na mãe dela que este homem está interessado. O longa alinhava as
passagens contemporâneas com outras antigas que representam a memória de Larry
em relação a seu grande amor do passado e esse constante vai e vem no tempo é a
deixa para cortar rapidamente o frágil fator surpresa da narrativa.
Paralelamente a isso, acompanhamos a insossa trama que envolve Aisha em
problemas com algumas fotos sensuais suas que acabam parando em mãos erradas. Chaplin
e Reynolds tem interpretações corretas, mas a grande decepção fica por conta de
Christie. Detentora de um currículo de filmes de sucesso e premiados no
passado, nos últimos anos parece que a atriz perdeu o tino para escolher bons
papeis e aceita participar de produções pequenas que notadamente não terão
repercussão e suas interpretações carecem de vigor. Fora seu elogiado e interessante
papel em Longe Dela, que lhe rendeu indicação ao Oscar, ultimamente a
veterana intérprete não pode contar nem mesmo com o velho ditado fale mal ou
fale bem, mas falem de mim. Simplesmente seus projetos passam em brancas nuvens
e nem chegam aos cinemas, não colhendo assim nem mesmo críticas negativas em
quantidades consideráveis. É realmente uma pena que Van Den Berg desperdice uma
boa trama central investindo em diálogos fracos e outras situações pobres em
conteúdo para rechear seu trabalho. No mais, Retratos do Amor é um filme que só
tem como ponto positivo a bela fotografia que capta com perfeição e beleza de cenários
holandeses e marroquinos. É para ficar literalmente com cara de paisagem.
Romance - 94 min - 2002
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