segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ELVIRA - A RAINHA DAS TREVAS


NOTA 8,0

Feito para dar sobrevida a
popular personagem da TV nos
EUA, longa virou uma pérola do
cinema trash e da década de 1980
No dia 31 de outubro comemoramos o Halloween, tradicional festa de origem europeia que criou raízes na cultura norte-americana e seus costumes acabaram sendo adotados para os festejos em outros países. No Brasil não foi criado um estilo próprio para celebrar a data, sendo mais comuns os bailes à fantasia e o rito da busca por doces ou travessuras perpetuados por ações escolares, mas por conta própria por aqui dificilmente alguém enfeita a casa com caveiras e abóboras, não faz parte da nossa cultura infelizmente. Para não dizer que nós brasileiros nunca tivemos uma tradição própria no Dia das Bruxas podemos considerar que por anos curtimos a data na ilustre companhia de Elvira – A Rainha das Trevas, um clássico do cinema trash e também dos bons tempos da “Sessão da Tarde”. Vivida por Cassandra Peterson, a protagonista foi criada pela própria atriz em 1981 já visando um perfil multifuncional. Paralelo ao trabalho em uma banda de rock, a personagem podia ser vista semanalmente apresentando uma sessão de filmes de terror na TV que logo chamou a atenção do público jovem. Sempre com comentários irônicos ou conflitantes a respeito das bobagens que era obrigada a exibir, a sinceridade somada a excentricidade e carisma transformaram Elvira em um sucesso que transcendeu os limites da televisão, assim sua imagem passou a ser requisitada para campanhas publicitárias, licenciamento de brinquedos e cosméticos entre outros contratos que lhe garantiram uma boa renda extra e sobrevida à personagem. Protagonizar seu próprio filme era só uma questão de tempo e para garantir que seu bizarro universo não sofresse modificações Peterson fez questão de cuidar do roteiro, mas ganhou auxílio de John Paragon e Sam Egan para construir um enredo em que as vivências da atriz e de sua criação se misturam homogeneamente. A trama é uma comédia com toques de horror que tem como ponto de partida a notícia de que Elvira ganhou uma inesperada herança de uma tia-avó cuja existência mal se lembrava tamanho seu apego com a família. Entediada com os rumos de seu programa (a vida imita a arte ou vice-versa?), esta seria sua chance de produzir um show como sempre sonhou e se apresentar em Las Vegas, mas para receber seus direitos precisa ir à Fallwell, uma pequena e provinciana cidade que entra em choque com a chegada de uma mulher liberal, desbocada e de visual provocante e ao mesmo tempo peculiar.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

THE EVIL DEAD - A MORTE DO DEMÔNIO (2013)

NOTA 9,0

Refilmagem de terror que marcou
por sua criatividade e violência, nova
versão melhora o que já era bom indo
a fundo na escatologia e sadismo
Com orçamento paupérrimo, mas muita criatividade e vontade de realizar um sonho, em 1981 o então estreante diretor Sam Raimi, que anos mais tarde assinaria a milionária primeira franquia do Homem-Aranha, comprovava que para fazer cinema basta uma boa ideia na cabeça e uma câmera na mão. Certamente ele não devia ter a menor ideia de que estaria criando um marco cinematográfico, um trabalho cujo estilo seria perpetuado e cultuado, bem como odiado e rejeitado nas mesmas proporções. Mais de trinta anos se passaram e agora gozando de uma confortável posição na indústria do cinema, o cineasta decidiu que era hora de revisitar o universo de The Evil Dead – A Morte do Demônio, sua fita maldita que se tornou uma relíquia desejada por cinéfilos e em muitos países ficou proibida por anos por conta do alto grau de violência explícita. Agora assinando apenas como produtor, Raimi entregou a refilmagem nas mãos do uruguaio Fede Alvarez, uma atitude bastante simbólica. Ambos os diretores iniciaram suas carreiras no comando de curtas-metragens de horror amadores, mas produções que exalavam estilo próprio e talento. Assim como seu mentor quis transcender os limites do terror, Alvarez também quis levar a experiência de acompanhar uma produção gore (sanguinolenta e nojenta) a um novo patamar. Para tanto não refilmou a obra original, preferindo reinventá-la de modo a adequá-la aos novos tempos, porém, sem deixar as homenagens de lado. Quem nunca viu a primeira versão não terá a mínima dificuldade para se envolver e para os fãs a diversão ganha um extra reconhecendo o cenário e cenas icônicas que foram preservadas. Novamente a história gira em torno de um grupo de cinco amigos que vai passar alguns dias em uma cabana na floresta, só que ao invés de uma viagem de lazer a ideia é que o isolamento auxilie no tratamento de desintoxicação da dependente química Mia (Jane Levy), não por acaso a primeira a ser possuída pela entidade demoníaca que é libertada pelo “Livro dos Mortos”. O manuscrito feito com sague contendo imagens macabras e mensagens cifradas é descoberto pelo incauto Eric (Lou Taylor Pucci) que não tarda a sentir na pele os efeitos da possessão. O ritual de libertação do primeiro filme era mais sinistro acompanhado de um nostálgico toca-fitas do qual se ouvia uma amedrontadora voz entoando os espíritos do mal. A nova versão encontra outra maneira de impactar com a sequência, algo mais próximo da proposta séria e pesada adotada.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

PÂNICO NO LAGO

NOTA 4,0

Dentro do que se propõe e ao
que o gênero lhe permite, fita
sobre crocodilo gigante é acima da
média e o passar do tempo lhe fez bem
Cobras, aranhas, formigas, morcegos... Hollywood adora transformar animais em cruéis vilões, sejam por caprichos da própria natureza ou pela interferência do homem através de experiências genéticas. Antes podíamos achar que serpentes gigantescas, por exemplo, eram criações marqueteiras do cinema, mas uma busca por sites como o You Tube revela vídeos bizarros envolvendo bichos atípicos lutando por suas sobrevivências e levando seus instintos de caça às últimas consequências. Muito antes destes vídeos supostamente reais invadirem a internet, produtores norte-americanos já exploravam o filão de olho no público consumidor de fitas trash e masoquistas de plantão. Febre na década de 1980, principalmente por a maioria ser lançada diretamente ou realizada especialmente para abastecer o mercado de vídeo, produções do tipo pareciam não ter mais espaço no final do século 20, mas ainda assim vez ou outra algum título do tipo via a luz do dia como Pânico no Lago, que se beneficiou do passar do tempo que o transformou em uma espécie de filme B cult, ainda mais comparando sua razoável qualidade em comparação as suas ridículas continuações, uma mais tosca que a outra. Escrita por David E. Kelley, a trama se passa em uma pequena cidade do estado do Maine, nos EUA, cujo bucolismo é quebrado quando o xerife Hank Keough (Brendan Gleeson) encontra próximo a um lago o corpo partido ao meio de um rapaz com marcas de ataque de algum tipo de animal, provavelmente um crocodilo. Em todo caso, ele manda para um museu de história natural um pedaço de dente que estava incrustrado no cadáver e a paleontóloga Kelly Scott (Bridget Fonda) é obrigada a viajar para o local, mas logo de cara se estranha com Jack Wells (Bill Pullman), o oficial do Departamento de Caça e Pesca local, mas como onde há fumaça há fogo já sabemos no que vai dar isso. Por fim chega à cidade Hector Cyr (Oliver Platt), um excêntrico milionário que é obcecado por crocodilos por conta da mitologia que os cerca. Em várias culturas milenares tal bicho é reverenciado como uma figura religiosa, mais importante que qualquer deus, e a ao constatar que se trata de uma espécie rara com quase de dez metros de comprimento os interesses da equipe batem de frente. Para quem veio de fora seria um feito e tanto capturar e manter vivo o animal a fim de estudar melhor seu comportamento e origens, mas para quem mora na cidade isto é o mesmo que manter um assassino à solta e até os membros da expedição correm riscos.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

UM SUBURBANO SORTUDO

NOTA 4,0

Seguindo a fórmula de humor
rasteiro das comédias populares
nacionais, longa claramente é feito
para exaltar seu ator principal
Quem disse que dinheiro não compra a felicidade? Em tempos de crise os brasileiros (quiçá a população mundial) estão colocando em xeque tal máxima, só assim para justificar o alto número de filmes lançados que giram em torno do mesmo argumento, principalmente no campo das comédias. Bilhetes premiados, caixa dois de empresas, golpes de sorte, heranças caídas do céu.... Parece que o público gosta de ver populares se dando bem financeiramente, seja de forma merecida ou até mesmo por trambiques, mas já diz o ditado quem nunca comeu melado quando come se lambuza e o que fazer quando o doce está acabando? É mais ou menos essa a ideia principal de Um Suburbano Sortudo acrescida de mensagens edificantes do tipo seja sempre você mesmo e quem tem amigos tem um tesouro. Apesar do discurso batido, curiosamente a produção gera simpatia apoiada no carisma do protagonista Denílson (Rodrigo Sant’Anna), um jovem camelô metido a malandro (no bom sentido) que sustenta seus tios e primos que o acolheram desde seu nascimento e ainda ajuda como pode um suposto filho. Sua vida sofrida e sem graça muda completamente quando descobre ser herdeiro de Damião (Stepan Nercessian), o milionário dono de uma rede de lojas de eletrodomésticos e artigos para o lar que acabara de falecer. Na leitura do testamento, ou melhor, na apresentação de um vídeo-revelação um tanto cafona, os demais beneficiários ficam sabendo da existência do bastardo que orgulhoso como só ele renega a herança em um primeiro momento, mas não tarda a se mudar de mala e cuia para a mansão do pai que nunca conheceu. As ex-mulheres do falecido, Narcisa (Claudia Alencar), a amante declarada, e Gogóia (Guida Vianna), a esposa oficial, vão armar todas as armadilhas possíveis para passarem a perna no ingênuo suburbano com a ajuda de Luiz Otávio (Victor Leal), o primogênito de Damião que ocupa a cadeira de presidente de sua empresa. Já sua meia-irmã Sofie (Carol Castro) herdou o sangue bom do pai e se recusa a participar do conchavo, tornando-se o inerente interesse romântico do novo milionário do pedaço. Detalhe, na primeira, na segunda, na terceira vez que Denílson a vê um pagodinho safado e fora de moda começa a tocar enfatizando o caminhar sinuoso e em câmera lenta da moça combinando com suas expressões faciais de desejo sexual. Obviamente tudo delírio do rapaz.

domingo, 9 de outubro de 2016

O VIOLINISTA QUE VEIO DO MAR

Nota 7,0 Embora esteticamente bela, obra não explora todo potencial de seu elenco e argumento 

Como é bom quando começamos a assistir de forma descompromissada um filme pouco conhecido e ao final temos a sensação de termos descoberto uma pequena joia. Apesar de não aproveitar todo o potencial de seu argumento e elenco, O Violinista Que Veio do Mar é uma dessas gratas surpresas, embora por contar com as veteranas e exigentes Maggie Smith e Judi Dench como protagonistas já deixa claro que é um produto no mínimo com roteiro interessante. Aqui ainda há a contemplação de belíssimas imagens de um de cenário litorâneo, uma direção de arte impecável e uma trilha sonora encantadora. Inspirada em um conto do escritor inglês William Locke, a história se passa em meados da década de 1930 quando as irmãs Ursula (Dench) e Janet (Smith), já idosas, dividem a mesma casa em uma pequena vila na costa norte da Inglaterra. A rotina pacata delas é abalada ao encontrarem um jovem náufrago após uma forte tempestade. Com dificuldades inicialmente para se comunicarem com o alemão Andrea (Daniel Brühl), as bondosas senhoras lhe oferecem abrigo e cuidam para reestabelecer sua saúde. Com talento para tocar violino, aos poucos o rapaz vai aprendendo a falar uma nova língua e a criar intimidade com as irmãs, um sentimento de afeição mútuo, porém, com direções diferentes. A renovação de ânimos e de prazer em viver que o jovem traz acaba se tornando um motivo para tirar a paz de suas cuidadoras já que ambas se apaixonam por ele. Para Janet ele traz de volta lembranças do seu marido, o grande amor que perdeu na Primeira Guerra Mundial, enquanto a solteirona Ursula demonstra um carinho e preocupação exagerados pelo violinista impulsionada por sentimentos que até então jamais havia vivenciado. Todavia, Andrea acaba se apaixonando pela artista plástica russa Olga (Natascha McEllone) com quem divide o apreço pela arte e se identifica com as dificuldades de se adaptar a um novo endereço. Fascinada pelo dom musical do rapaz, a pintora convence seu irmão, um famoso maestro que comanda uma orquestra em Londres, a lhe dar uma chance de trabalho, contudo, ele vive o dilema de escolher realizar seu sonho profissional ciente de que sua partida traria sofrimento para aquelas que o acolheram num momento de dificuldades.

sábado, 8 de outubro de 2016

SETE ALMAS

Nota 0,5 Nota é só um agrado aos responsáveis pela edição forçados a horas de tortura 

Com a sugestiva frase de efeito “o mal encontrou um novo lar”, Sete Almas é uma tremenda decepção, um dos piores filmes dos últimos anos e Val Kilmer, que fora um dos grandes astros da década de 1990, encabeçando seu elenco apenas revela seu desespero para pagar as contas. Os minutos iniciais já deixam clara a falta de identidade e criatividade do longa. O prólogo bebe descaradamente na fonte de outras produções de horror como o lendário Terror em Amityville mostrando um garotinho que assassina toda sua família durante uma tenebrosa noite de chuva e escuridão obviamente culpando uma voz manipuladora como responsável pelos seus atos. O massacre aconteceu um século antes da ação principal da trama, porém, o diretor Kevin Carraway, de O Quarto do Medo, não explora as possibilidades e tem pressa em resumir o prólogo afinal tem consciência de que não está trazendo nada de novo ao espectador, nem mesmo quanto aos cortes de edição que revelam um manjado truque de câmeras em ritmo acelerado. Nos tempos atuais, o advogado Bill McCormick (Kilmer) e sua ex-esposa Brooklyn (Boonie Somerville) estão voltando de uma viagem após alguns dias para repensarem o casamento, mas sem sucesso. Na mesma van estão os irmãos Isaac (Luke Goss) e Adam (Matt Barr) e o Dr. Lipski (Christian Baha), todos que acabam presos em meio a mata fechada por conta de um acidente com o carro. Eles são socorridos pelo misterioso Jack (Ving Rhames) que os convida para passar a noite em sua casa por conta de uma forte tempestade e pelos acessos à estrada estarem interditados. O cara é sinistro! Quem em sã consciência toparia essa ajuda? A partir do momento que estão sob os cuidados desse completo desconhecido, eles percebem que há algo de estranho nesta acolhida e nem mesmo um telefone para pedir ajuda existe na casa. E os tropeços do roteiro de Lawrence Sara em parceria com Carraway surgem como avalanches. Mesmo sabendo que não teria para onde ir com um carro, Adam encasqueta que precisam ter alguns suprimentos para a noite que de antemão promete ser infernal.... Para eles, fique claro. Ao público um tremendo engodo.

domingo, 2 de outubro de 2016

MAIS DO QUE VOCÊ IMAGINA

Nota 5,0 Comédia é correta e simpática, mas fora de seu tempo com suas situações nostálgicas

Quando você decide assistir uma comédia romântica automaticamente já compra a ideia de um final feliz e é justamente o que procura. Troca-se alguns elementos aqui, adiciona uma dose de ação ou drama ali, mas o gênero sobrevive sobre alicerces inabaláveis. Mais do Que Você Imagina passa longe da pretensão de revitalizar esse tipo de produção, mas consegue fazer um razoável casamento entre humor e uma trama de espionagem, porém, ao término fica a estranha sensação de nostalgia. O longa escrito e dirigido por George Gallo, de O Mestre da Vida, tem um quê de lembranças de filmes produzidos entre a década de 1980 e início dos anos 90 que por pouco não conseguimos ouvir o chiar dos cabeçotes do videocassete durante a projeção, mas isso não é necessariamente um problema. A fita simplesmente se resume a uma história um tanto ingênua, previsível e datada, um passatempo ligeiro que certamente bombaria nos áureos tempos da “Sessão da Tarde”. O filme começa com a despedida de Henry Durand (Colin Hanks), um jovem agente do FBI que está saindo de casa para morar e trabalhar em outra cidade e seguindo o protocolo da profissão deve manter sigilo absoluto sobre suas atividades de agora em diante, não podendo nem mesmo manter contato som sua própria mãe. Marta (Meg Ryan) vive infeliz desde a morte do marido, um fora-da-lei com quem não viveu um casamento de sonhos, e acabou se entregando aos vícios do cigarro, bebidas e guloseimas, tornando-se uma mulher obesa, de aspecto fatigado e sem vaidade alguma, não sendo à toa que chega a ser confundida com uma mendiga. Três anos se passam e finalmente Durand pode voltar para a casa da mamãe, agora trazendo a tiracolo a sua noiva, Emily (Selma Blair), também metida com missões de espionagem. Embora não soubesse da novidade Marta não se espanta, ao contrário, ela mesma é quem surpreende o filho. Após ganhar um bom dinheiro investindo na bolsa de valores, a cinquentona decidiu mudar sua rotina radicalmente, passou por algumas plásticas para ficar gostosona e decidiu curtir a vida sem medo de ser feliz colecionando paqueras, principalmente flertes com garotões com idade para serem seus filhos. Até o nome ela mudou para Marty, algo mais apropriado para essa sua nova fase.

sábado, 1 de outubro de 2016

RIPPER - MENSAGEIRO DO INFERNO

Nota 2,0 Mesmo buscando inspiração em lendário assassino, terror não sai do lugar comum

Sabe aquele sábado chuvoso ou de frio que te dá a maior vontade de ficar curtindo uma preguiça em casa? Datado desde seu lançamento, Ripper – Mensageiro do Inferno seria uma companhia típica para madrugadas do tipo. É um daqueles filmes que os amantes de terror certamente alugariam por não ter outra opção na locadora ou chamaria a atenção dando uma zapeada pelos canais de TV, mas acabaria sendo esquecido em poucos minutos. Lançado quando as fitas de seriais killers viviam um período já de franco esgotamento depois de Pânico e similares esgotarem as possibilidades de surpreender o público repaginando o subgênero tão característico da década de 1980, não sobrou muita coisa para o diretor John Eyres brincar de assustar. A história começa mostrando um massacre promovido por um psicopata ocorrido durante uma viagem de barco do qual apenas uma adolescente se salvou. Ela é Molly Keller (A. J. Cook) que após cinco anos da tragédia ingressa em um curso para se especializar na análise de perfis psicológicos e de comportamento de assassinos seriais. Suas ideias quanto ao histórico de vida e como ele influencia no jeito de ser e agir destes bandidos batem de frente com os pensamentos do misterioso professor Martin Kane (Bruce Payne). Em uma das aulas ele comenta sobre o lendário Jack, o Estripador, um dos primeiros assassinos em série da História que chocou a cidade de Londres, na Inglaterra, violentando e mutilando cruelmente prostitutas, sempre mantendo um mesmo estilo de ataque. Poucos dias após a tal aula, uma das alunas é assassinada com dezenas de facadas e requintes de crueldade (ou deveria ser assim) durante uma festa, o que aguça a curiosidade de um grupo de estudantes a traçarem o perfil do criminoso. Quando outra universitária é encontrada morta e seu corpo com sinais de violação praticamente idênticos ao da outra garota, eles passam a desconfiar que o assassino segue a mesma metodologia de Jack. Além disso, o detetive de polícia Kelso (Jurgen Prochnow), que investigou o massacre que traumatizou Molly, tem a certeza de que o mesmo psicopata está de volta para se vingar da jovem e todos que a cercam também correm perigo. Ou seria ela mesma a assassina?

Leia também

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...