terça-feira, 30 de junho de 2015

NO CAIR DA NOITE

NOTA 2,5

Apesar do ponto de partida
promissor, terror se prende a clichês,
poupa violência gráfica e causa
sonolência com excesso de escuridão
Todo produto antes de ser lançado passa por um rigoroso estudo a respeito de custos, formatos, tamanhos e outras características. A produção de filmes também passa por processos semelhantes, mas parece que alguns fogem da fila de planejamento e ganham sinal verde aleatoriamente. Esse parece ser o caso de No Cair da Noite, terror que frustra pelos poucos sustos e que explora o batido tema do medo do escuro. A trama é baseada em um curta-metragem original de apenas cinco minutos escrito e dirigido por Joe Harris que imaginou que seu material poderia vir a se transformar em um bom longa. Para tanto se uniu aos roteiristas John Fasano e James Vanderbilt que o ajudaram a desenvolver o argumento, criando personagens e situações adicionais. Antes tivessem focado apenas na ampliação do prólogo que é bem interessante e a única coisa que presta na produção. Ilustrados por fotografias envelhecidas com um tom alaranjado que lembra ao fogo, os primeiros minutos contam rapidamente a história de Matilda Dixon, uma viúva que em meados do século 19 era muito popular na pequena cidade de Darkness Falls por fazer a caridade de trocar os dentes de leite das crianças por moedas de ouro, assim encorajando-as a não ter medo de arrancá-los quando houvesse necessidade. Tal hábito fez com que os habitantes locais a apelidassem de Fada dos Dentes, porém, repentinamente eles próprios se voltam contra a velhinha. Durante um incêndio em sua casa ela tem seu rosto queimado drasticamente o que a obriga a ficar reclusa, tendo coragem de apenas ir para a rua sob a proteção da escuridão da noite e usando uma máscara de porcelana branca. Sua única razão de viver era continuar fazendo o ato de caridade, mas quando duas crianças do povoado desaparecem imediatamente a acusam de sequestrar e matar menores e a condenam à morte por enforcamento. Tomada pelo ódio, em seus minutos finais ela lança uma maldição dizendo que voltaria na escuridão para se vingar. E com razão. Após sua execução os meninos perdidos são encontrados sãos e salvos e não relatam nada envolvendo a falecida. O roteiro seria bem mais interessante mostrando o medo psicológico e o arrependimento da população em tempos em que crenças em maldições eram corriqueiras e com efeitos acachapantes, mas acharam melhor dar um salto de 150 anos para mostrar como a lenda afetou a vida de Kyle Walsh (Chaney Kley), que teve a infância marcada por pesadelos bem realistas com a Fada dos Dentes às avessas, inclusive creditando a morte de sua mãe a ela.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

DIA DOS NAMORADOS MACABRO

NOTA 3,0

Refilmagem de terror pouco
conhecido apóia-se nos efeitos 3D
para dar sobrevida a trama fraca,
clichê e um tanto datada
Há alguns anos virou moda filmes que tocam o terror às vésperas do Natal, então por que não fazer o mesmo com outras datas emotivas? Dia dos Namorados Macabro não usa os festejos dos namorados (nos EUA conhecido como Dia de San Valentin e comemorado no dia 14 de fevereiro) como algo de suma importância para a trama, mas não se pode negar que o título vende bem o produto: um legítimo trash movie. Dosando bem carnificina e humor proposital, desde o início o roteiro de Todd Farmer e Zane Smith mostra que criatividade não é seu ponto forte. A introdução é ilustrada por reportagens de jornais acompanhadas de uma narração extremamente didática destacando um fatídico acidente em uma mina na pequena cidade de Harmony. O jovem Tom Hanniger (Jensen Ackles), filho do proprietário do local, teria cometido um engano operacional ocasionando a explosão da mineradora e a morte de seis trabalhadores. Após várias tentativas de resgate o único sobrevivente encontrado foi Harry Warden (Richard John Walters) que acaba sendo acusado de assassinato. Ele teria enlouquecido com tal situação claustrofóbica e matado seus companheiros mutilando-os com suas próprias ferramentas de trabalho. O criminoso foi levado para o hospital da cidade onde permaneceu em coma por um ano até despertar em plena comemoração de mais um Dia dos Namorados e não perdeu tempo para se vingar iniciando um novo massacre. Médicos, enfermeiros, pacientes e até crianças foram extirpadas com requintes de crueldade. Depois é óbvio que ele retornaria ao lugar onde realizou seus primeiros assassinatos e mais óbvio ainda que um grupo de jovens desmiolados resolve comemorar a noite dos apaixonados na mina abandonada. Queriam economizar o motel? Um dos incautos é o próprio Hanniger acompanhado da namorada Sarah (Jaime King). O rapaz vai até o carro pegar algumas bebidas e nesse meio tempo um novo massacre em tempo recorde acontece. Muito suspeita essa saidinha, não é? Olhos voam pelos ares, um rapaz tem o rosto desfigurado e uma garota tem a cabeça partida ao meio por um golpe pesado e certeiro com pá de escavação. A violência gráfica vai longe acompanhada de um ritmo frenético que faz os dez minutos iniciais parecerem o clímax da fita.

Leia também

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...