sábado, 11 de julho de 2015

A PRESENÇA

Nota 1,0 Arrastado e sem sustos, longa vale apenas pela cuidadosa e melancólica ambientação

Escritor com bloqueio criativo decide se refugiar em um lugar isolado para se concentrar e escrever aquela que poderia ser sua grande obra, mas acaba se desequilibrando com acontecimentos estranhos. Em quantas madrugadas insones você já não se deparou com filmes sustentados por um argumento do tipo? E quantas vezes se decepcionou com o que viu? Com o suspense A Presença não é diferente. A trama gira em torno de uma escritora (Mira Sorvino) que se muda temporariamente para uma cabana em uma remota ilha onde passou alguns momentos da sua infância em busca de tranquilidade para escrever um novo romance, no entanto, ela não estará sozinha. Ela é vigiada todo o tempo por um rapaz (Shane West), um espírito que habita a choupana e que passa a influenciar no cotidiano e nas atitudes da moça. Não demora muito e ela também ganhará a companhia de seu noivo (Justin Kirk) que veio com o propósito de pedi-la em casamento e que involuntariamente desperta uma obsessão ainda maior do tal espectro pela nova inquilina. Sentindo-se perseguida tanto pelo pretendente quanto pela presença de alguém do além, a escritora perde a noção entre a sanidade e a loucura. Tentando manter a aura de mistério do início ao fim, Tom Provost, roteirista e estreando como diretor, não dá nomes aos seus personagens, apenas um coadjuvante é batizado, o Sr. Browman (Muse Watson). Ele é o vizinho mais próximo desta mulher que procura refúgio em um local cujo acesso só pode ser feito através de barco, mas a participação deste senhor na trama é mínima e nada acrescenta a algo que não tem um momento sequer empolgante. No desenrolar da história ficamos sabendo que a protagonista tem um trauma que a impede de sequer pensar em formar uma família e que o espírito com expressões blasé quer persuadi-la a matar seu noivo, mas nada que injete empolgação na pasmaceira. Do inexplicável regresso à casa que lhe traz lembranças danosas da época que era criança à uma exagerada e descabida cena de discussão de relação com o noivo que deveria ser o clímax, não conseguimos criar empatia com a protagonista e seus dramas e medos inconsistentes.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

GRITOS MORTAIS

NOTA 7,0

Com clima e visual que remetem
ao horror clássico, longa assusta
com trama acima da média, mesmo
com clichês e personagens manjados 
Alguém ainda pode sentir medo de brinquedos possuídos por almas demoníacas? Quando Brinquedo Assassino foi lançado até que gerou certo impacto por transformar em algo ameaçador um objeto que deveria ser sinônimo de ternura e aconchego. Suas diversas continuações e também fitas genéricas que tentaram pegar carona em seu sucesso trataram rapidamente de jogar a ideia para a categoria de filmes trash, assim não é de se estranhar o receio para o lançamento de Gritos Mortais, terror cujo vilão é personificado na figura de um boneco de ventríloquo. Poucos filmes exploraram o tema, como o pouco conhecido e antigo Magia Negra estrelado por Anthony Hopkins vivendo um artista que pouco a pouco é dominado por seu boneco. Três décadas depois, esse trabalho quase folclórico voltou a inspirar, mas talvez pelo fato de não ser popular não ajudou a criar um sucesso. O jovem Jamie Ashen (Ryan Kwanten) tem sua esposa Lisa (Laura Regan) brutalmente assassinada na mesma noite em que recebem um misterioso pacote sem remetente contendo um estranho boneco. Antes a moça havia relembrado uma história que ouvia quando criança sobre uma mulher chamada Mary Shaw (Judith Roberts) que não possuía filhos, apenas bonecos que tratava como pessoas de carne e osso, e quando alguém a visse em sonhos jamais deveria gritar, caso contrário estaria condenado a morte. Atordoado com o assassinato da companheira, porém, com a polícia apontando-o como o principal suspeito, o rapaz resolver regressar à sua cidade natal, Ravens Fair, a fim de provar sua inocência e punir o verdadeiro criminoso que julga ser o tal fantoche. No povoado todos conhecem a lenda de Mary Shaw, uma senhora que ganhava a vida com suas apresentações de ventriloquismo, mas certa noite quando teve a veracidade de seu show questionada acabou surtando e matou a criança que ousou afrontá-la. Inconformada, a população se vingou de maneira bizarra e cruel. A artista foi morta e teve sua língua arrancada, mas seu corpo foi enterrado junto de suas dezenas de bonecos de trabalho como havia pedido em testamento. Algum tempo depois os moradores da região começaram a sofrer mortes misteriosas e seus corpos sempre eram encontrados com as línguas arrancadas e em posições estáticas. Paralelo a isso, os bonecos também passaram a sumir de suas covas, o que gerou a lenda de que os fantoches de ventriloquismo seriam sinônimos de mal presságio e Ashen se apega à crença para solucionar a morte da esposa.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

DEU A LOUCA NOS MONSTROS

NOTA 8,0

Mescla de aventura, comédia e
terror ganhou status de ícone
nostálgico, um retrato de uma época
de inocência, descobertas e diversão
Que saudades da década de 1980! Tempos em que criança vivia como criança e muitos filmes clássicos que marcaram a infância de marmanjos são o retrato de uma época que infelizmente não volta mais. Qual guri hoje em dia tem um clubinho de amigos para planejar aventuras e sonha em ter uma casa na árvore? Contatos virtuais não valem. Qual garoto cultiva aquele amor platônico que o faz desejar ser grande o mais rápido possível? Com as redes sociais a paquera perdeu sua inocência. E as madrugadas viradas assistindo filmes de terror regadas a refrigerante e pipocas com a galera? Hoje até rola programas do tipo, mas cada um na sua casa na base dos filmes on demand e a zoeira é via comentários whats up ou webcam.  Para quem já passou dos trinta anos certamente vez ou outra deve sentir saudades de ir até a locadora escolher aquele filminho bacana que serviria de desculpa para a reunião com os amigos no fim de semana, mesmo com o inconveniente de ter que rebobinar a fita e sair de casa para devolver. Hoje praticamente extintos, tais estabelecimentos comerciais tiveram sua importância, pois com eles o acesso as produções dos mais diferentes gêneros se tornara bem mais fácil que uma ida ao cinema e as fitas de terror se beneficiaram dessa aproximação com o público mais jovem. Do trash levado a sério, passando pelo “terrir” até chegar a tramas de horror legítimo, muitas fitas de arrepiar ou que usavam o medo apenas como pano de fundo marcaram momentos inesquecíveis de muitas pessoas como é o caso de Deu a Louca nos Monstros, divertida aventura que ressuscitava criaturas clássicas do horror que arrepiaram plateias entre as décadas de 1930 e 1950,  mas que teve alguns problemas para encontrar seu público logo de cara por ser uma mescla de gêneros e conter palavras e situações incomuns em produções que teoricamente visava crianças e adolescentes, como um jovem fumando, vampiras seminuas ou pais sendo provocados pelos filhos, o que no fundo é pura hipocrisia da época. A trama começa em um castelo da Transilvânia quando o Dr. Abraham Van Helsing (Jack Gwillim) e um grupo de habitantes locais invadem o castelo do Conde Drácula (Duncan Regehr), a fim de detê-lo para sempre, mas algo dá errado e o próprio caçador acaba sumindo em meio a um redemoinho que traga tudo e a todos a sua volta. Um século mais tarde (lembrando que o filme é de 1987), o príncipe das trevas volta à vida desejando recuperar um antigo amuleto mágico, o mesmo que foi usado no ritual para destruí-lo, e ressuscita o Frankenstein (Tom Noonan), a Múmia (Michael Reid Mackay), o Lobisomem (Carl Thibault) e o Monstro da Lagoa Negra (Tom Woodruff) para ajudá-lo nessa tarefa que tem prazo certo para acabar, caso contrário, todos eles voltariam para o limbo de onde saíram.

domingo, 5 de julho de 2015

BEARY E OS URSOS CAIPIRAS

Nota 2,5 Inspirado em atração da Disneylândia, longa é frágil, datado e carece de humor

O cinema usa os mais diferentes tipos de inspiração, desde uma simples palavra, passando por quadrinhos e videogames, até adaptações de livros gigantescos ou fatos da vida real. Poderia a atração de um parque temático também gerar um filme? Bem, a franquia Piratas do Caribe provou que isso é possível, ou seria apenas um golpe de sorte? Cerca de um ano antes da Disney lançar a primeira aventura do pirata Jack Sparrow o estúdio investiu em Beary e os Ursos Caipiras, transposição para as telonas de um famoso show exibido na Disneylândia, O “Country Bear Jamboree”. Embora até então esse musical fosse conhecido apenas por turistas, a empresa acreditava no carisma dos personagens e deu liberdade ao roteirista Mark Perez para criar livremente em cima da restrita apresentação de bonecos mecânicos que desde 1972 encanta e diverte crianças e também aos adultos que inevitavelmente deixam aflorar o espírito infantil quando visitam o parque. A trama narra a odisseia de Beary, um ursinho de dez anos de idade que fora adotado e criado como um filho pelo Sr. e pela Sra. Barrington (Stephen Tobolowsky e Meagen Fay), um casal caridoso que não sabe direito como lidar com a fase pré-adolescente dele, embora também sejam pais de um garoto um pouco mais velho, o impertinente Dex (Eli Marienthal), que com inveja dos paparicos ao irmão resolve lhe contar a verdade sobre suas origens. Sim, em um mundo onde humanos e ursos convivem harmoniosamente jamais passou pela cabeça do menino peludo e fofinho que ele seria diferente dos demais membros da família, mas agora que sabe sobre a adoção decide tomar coragem e sair de casa para conhecer suas raízes. Partindo para uma região interiorana, Beary encontra a banda “The Country Bears”, ou melhor, conhece seus integrantes em um momento ruim. Sucesso na década de 1970, o grupo acabou se separando por conta de intrigas e carreiras mal administradas. Contudo, a casa de shows onde costumavam se apresentar está em dificuldades financeiras e prestes a fechar as portas, mas o ursinho, como grande fã do grupo, os incentiva a se reunirem novamente a fim de realizarem uma apresentação beneficente para reativar o local onde acredita que seria mais feliz convivendo com outros de sua espécie. Paralelo a isso, os policiais Cheets (Diedrich Bader) e Hamm (Daryl Mitchell) iniciam uma atrapalhada (e sem graça) investigação para tentar achar Beary.

sábado, 4 de julho de 2015

O CAIXÃO

Nota 2,0 Bom argumento é desperdiçado em suspense fraco que flerta levemente com o drama

Muitas pessoas relatam que em momentos de profunda tristeza já chegaram a sonhar com o próprio funeral e considerem isso um mal sinal, porém, há quem acredite que deitar em caixões é a solução para gravíssimos problemas de saúde, seja do corpo ou da alma. Esse é mote do suspense O Caixão, mas cujo argumento interessantíssimo é desenvolvido de forma vagarosa e sem grandes momentos apoiando-se nos clichês já conhecidos do horror oriental. A Tailândia é berço de pequenas produções de terror e suspense que ganharam projeção internacional, como Espíritos – A Morte Está ao Seu Lado, e a julgar pela introdução o diretor e roteirista Ekachai Uekrongtham prometia superar expectativas com este trabalho. Sua câmera capta com maestria uma cena impressionante. Uma jovem em close relata que está o mais próximo possível da morte deitada em seu caixão e vivenciando seu próprio funeral ainda em vida. A câmera recua e percebemos que ela está deitada em uma das centenas de urnas funerárias que circundam uma gigantesca estátua de uma venerada entidade da cultura tailandesa. Os participantes do ritual em massa acreditam que dessa forma conseguem enganar a morte e fugir da má sorte. O professor Thanachai (Michael Pupart) estuda há anos vários casos de pessoas que afirmam que se livraram de graves problemas de saúde ou de acidentes após passarem um tempo repousando dentro de caixões, mas se elas conseguem prolongar suas vidas estranhamente algo de ruim acontece a pessoas próximas a elas. Essa espécie de maldição vai tirar o sossego de Su (Karen Mok) e Chris (Ananda Everingham) dois estranhos que tiveram suas vidas cruzadas inesperadamente por notícias ruins. A garota foi diagnosticada com câncer no pulmão enquanto o rapaz poucos dias antes do casamento recebeu a notícia de que sua noiva entrou em coma de uma hora para a outra.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

PÂNICO

NOTA 9,0

Basicamente requentando clichês
do gênero, longa surpreende com seu
ritmo, diálogos e interpretações críveis,
mas conclusão poderia ser mais enxuta
Qual o seu filme de terror favorito? A partir desta simples pergunta e tão comum entre adolescentes quando estão na fase de se reunir com amigos para zoar curtindo alguns sustos é que surgiu um dos maiores fenômenos do gênero, Pânico, um marco que revitalizou o combalido mundo dos seriais killers que de tão indestrutíveis começaram a virar sinônimo de comédia. Alguém lembrou do asqueroso Freddy Krueger? Por uma feliz coincidência ou golpe de gênio mesmo, Wes Craven, o cineasta que na década de 1980 marcou seu nome na História do cinema e tirou o sono de muita gente com A Hora do Pesadelo, voltava uma década mais tarde a fazer o público berrar e roer as unhas. Desde que lançou seu assassino de garras afiadas, pele queimada e um inconfundível figurino uma série de outras produções semelhantes surgiram, inclusive muitas feitas especialmente para lançamento em vídeo aproveitando o boom das videolocadoras. Com o cenário inflado de filmes idênticos a saturação seria inevitável. Eis que Craven decidiu sacudir as coisas simplesmente requentando a velha fórmula do grupo de jovens formado por atores praticamente desconhecidos fugindo de um sádico assassino, mas a forma de apresentar isso a um novo público foi diferenciada. A trama tem como atrativo um serial killer fanático por filmes de terror que está aterrorizando uma pacata cidade do interior da Califórnia assassinando brutalmente adolescentes. O vilão da história não é um ser invencível, mas sim uma pessoa comum com algum tipo de transtorno psicológico, mas ainda assim mais inteligente que boa parte de seus alvos. Sua tática de ataque é um tanto curiosa. Primeiramente, ele telefona para sua vítima e a envolve em uma espécie de brincadeira envolvendo perguntas a respeito do cinema de horror. Quem atende desconfia que isso é um trote de algum amigo e embarca na conversa, porém, tudo fica assustador quando se erra alguma resposta. Imediatamente, uma pessoa usando uma máscara de fantasma e roupas pretas invade a casa da pessoa e a mata com generosos golpes de faca.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

CONFIA EM MIM

NOTA 3,0

Apesar da parte técnica correta
até demais, longa derrapa na
narrativa clichê e sem novidades
que engessa seus protagonistas
Para cumprir a cota de exibição de filmes nacionais os cinemas passaram a aceitar produções amadoras? Em uma primeira apreciação é essa sensação que nos deixa Confia em Mim, longa que na época de seu lançamento foi amparado por uma propaganda maciça na televisão, local que, diga-se de passagem, o projeto se enquadra bem melhor simplesmente porque parece um compacto de uma novela. Bem, a estreia do diretor Michel Tikhomiroff não é necessariamente de qualidade duvidosa, pelo contrário, técnica e esteticamente cumpre suas funções além do necessário, mas seus problemas vão desde as atuações estereotipadas, passando pelo roteiro atropelado até chegar na direção inconsistente, ou seja, a produção é falha em seus pilares de sustentação. Não há tempo suficiente para amadurecer situações e personagens e tudo é muito previsível desde a introdução que tenta vender ao espectador a ideia de uma açucarada comédia romântica. A jovem Mari (Fernanda Machado) é subchefe de um restaurante de médio porte, mas parece frustrada profissionalmente, sempre tendo suas ideias rejeitadas pelo patrão Edgar (Fábio Herford), e também não mantém um bom relacionamento com Beatriz (Clarissa Abujanra), sua mãe que ao que tudo indica é milionária. Todavia, seus problemas aparentemente são solucionados em um passe de mágica ao conhecer o simpático Caio (Mateus Solano) durante uma degustação de vinhos. O rapaz demonstra ter se apaixonado por ela à primeira vista e seus sentimentos são correspondidos logo no primeiro encontro. O romance caminha a passos largos, com direito a planos de dividirem o mesmo teto, mas o caldo entorna quando a garota é incentivada pelo namorado a abrir seu próprio restaurante e ele, com toda pose de empresário de sucesso, iria ajuda-la com a parte burocrática e administrativa. Caio deveria acertar os detalhes da aquisição de um imóvel, mas acaba sumindo com as economias da companheira, ou melhor, com o dinheiro que ela conseguiu de empréstimo da mãe. Sempre muito pacata e ingênua, Mari agora não tem apenas uma dívida financeira a honrar, mas também um acerto de contas consigo mesma, algo que só irá conseguir colocando seu grande amor atrás das grades. Em quantas madrugadas de insônia você já encontrou um filmeco do tipo tapando buraco na TV para lhe fazer companhia?

quarta-feira, 1 de julho de 2015

MULAN (1998)

NOTA 10,0

Arriscando-se com trama mais
madura e cheia de mensagens,
Disney consegue uma animação
madura, mas sem perder a doçura
Nas primeiras décadas de existência da Disney, suas princesas e heroínas eram jovens doces, meigas e que viviam sonhando com um príncipe com quem viveriam felizes para sempre, como a percursora Branca de Neve. A ingenuidade das moças também era característica dos rapazes quando protagonistas dos contos, como no caso do boneco de madeira Pinóquio, e até animais como Bambi resgatavam tal pureza nas telas. Os anos passaram, o criador do estúdio faleceu, a crise assolou os profissionais que tentavam dar continuidade a sua obra e histórias água-com-açúcar já não conquistavam nem mesmo as crianças. Quando buscaram inspiração em contos com mais dramaticidade, como A Pequena Sereia, embora floreando um pouco as coisas, a Disney conseguiu se reerguer e tomar coragem para projetos mais ousados. As personagens femininas outrora recatadas e submissas passaram a demonstrar coragem e independência chegando ao ápice com a protagonista de Mulan, longa baseado em um antigo e milenar poema chinês. Roteirizado a dez mãos por Rita Hsiao, Chris Sanders, Philip LaZebnik, Raymond Singer e Eugenia Bostwick-Singer, a trama começa de forma impactante. Os hunos estão invadindo a China liderados pelo inescrupuloso Shan-Yu ofendidos com a construção da Grande Muralha. Para enfrentar os invasores, o Imperador ordena que cada família deve ceder um homem para se juntar ao exército, mas antes disso somos apresentados à Mulan que está às voltas com os preparativos para aquele que deveria ser o grande momento da sua vida, o dia em que seria avaliada por uma casamenteira que lhe arranjaria um bom marido e assim traria honra à sua família conhecida por venerar tradições. No entanto, a jovem não nasceu para ser uma dona-de-casa submissa. De espírito naturalmente livre, ela é alegre, corajosa e inteligente e seu compreensivo pai a respeita e a ama do jeito que ela é. O amor entre eles é tão grande que ela não pensa duas vezes quando sabe da convocação imperial. Como seu pai é o único homem do clã, mas já está com idade e debilitado por um problema em uma das pernas, a jovem decide assumir seu lugar na batalha e defender a honra de seus familiares para que esqueçam a vergonha de ter sido rejeitada para o casamento.


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