Nota 1,0 Suspense cujo protagonista sofre com confusão mental é arrastado e sem emoção

Para tocar
um projeto ambicioso desse tipo, daqueles que fazem as pessoas assistir várias
vezes para pegarem todos os detalhes e finalmente compreenderem o final
completamente, é preciso ter muito talento, criatividade e concentração, ou
seja, tudo o que falta ao diretor Marc Evans. Com a ajuda de uma edição lenta, ele
conseguiu construir uma narrativa que segura a atenção por no máximo meia hora.
Depois disso o nível de tensão que já era praticamente nulo vai minguando pouco
a pouco até o espectador se pegar rezando para que os créditos finais surjam o
mais rápido possível, ainda mais porque próximo da conclusão parece que o
roteirista Richard Smith já não sabia mais o que fazer para enrolar e rechear o
filme que tem um argumento interessante, mas desenvolvido procurando ser mais
inteligente do que poderia. O elenco também não ajuda a mudar o quadro. Firth
até que se esforça para segurar o rojão, tenta dar profundidade a seu
personagem e a seus dramas, mas o problema é que o roteiro é frouxo demais e o
próprio ator parece pisar em ovos sem saber que direção tomar. Não sentimos que
Ben amava ou tampouco odiava sua esposa falecida. Seu envolvimento com a
personagem de Mena Suvari que deveria esquentar as coisas é extremamente
gelado, muito por conta da própria atriz que está extremamente apática como de
costume. Por fim, a terceira mulher que está tirando o sono do protagonista, a
tal cantora assassinada, só aparece em rápidos flashes de TV e não há interação
com o protagonista. Ainda temos no elenco a veterana Brenda Fricker que paga um
mico encarnando o papel de uma paranormal. O slogan deste filme diz “acredite
no que você vê, veja o que você acredita”. Bem, pela arte de capa e pela
sinopse podemos acreditar que este suspense é dos bons, mas só sendo cego para
acreditarmos que o que está na tela merece elogios. Desculpe o trocadilho,
mas assistir Trauma pode ser realmente uma experiência traumática.
Suspense - 94 min - 2004
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