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NOTA 2,0 Com estilo americanizado, longa só vale uma espiada em caso de não haver outra coisa para fazer |

O roteiro foi escrito pelo próprio
Mazzeo em parceria com João Avelino e Rosana Ferrão, mas praticamente todos os
atores deram seus pitacos no texto o que explica a falta de unidade narrativa e
os personagens estereotipados como o surfista garanhão e empregada fanática por
religião. O enredo é quase como uma colcha de retalhos na qual são emaranhados
vários esquetes de humor alternados com momentos edificantes. Resta às quatro
protagonistas tentar manter intacto o fiapo de história que as une. É curioso,
mas pesquisando na internet é possível encontrar algumas críticas favoráveis a
esta comédia. Claro que não são elogios rasgados, mas até as atuações são
levadas em alta conta. Bem, cada um tem sua opinião, mas é um pouco difícil
poupar um elenco gigantesco no qual cada integrante fala uma língua, ou melhor,
tenta falar a língua do jovem. Ok, um ou outro ator até se sai bem, como Lúcio
Mauro Filho e Maria Clara Gueiros, mas realmente se existem elogios a serem
feitos eles ficam por conta da parte técnica e da ousadia em experimentar uma
nova forma de se fazer cinema no Brasil. Apesar de algumas falhas da parte de
fotografia, vale destacar as belas tomadas da praia de Búzios que realçam a ideia
de um filme típico para curtir as férias, só que com a diferença de que ele
provavelmente não ficará na cabeça de ninguém como uma super lembrança, pelo
contrário, é totalmente esquecível poucos minutos depois de subirem os créditos
de encerramento. A edição e a trilha sonora original interpretada por músicos
conhecidos dos jovens também são pontos favoráveis. Muita Calma Nessa Hora é
em suma uma produção que devemos encarar como algo experimental para que ela
seja um pouco tolerável, mas essa não é uma tarefa fácil. Todos sabem que o
cinema nacional cresceu e a diversidade de trabalhos e estilos é que garantem
que ele possa continuar caminhando a passos largos, inclusive adaptando gêneros
de sucessos de outros países como neste caso que percebemos uma aproximação a
maneira hollywoodiana de se comunicar com os jovens. Todavia, um filme
retalhado e cheio de participações nada a ver é até tolerável nas produções de
Xuxa, afinal as crianças e fãs querem ver ela, o resto não interessa. Agora, quando
não temos um grande chamariz em cena, dispara-se para tudo quanto é lado e no
fim temos a sensação de que perdemos o tempo ou jogamos dinheiro fora, é sinal
de alerta na certa. Infelizmente, uma sequência desta pérola foi apenas questão de tempo. Há louco para tudo, inclusive jogar dinheiro fora produzindo lixos desse tipo.
Comédia - 92 min - 2009
Um comentário:
O pior, no meu entender, foi a ponta do Sérgio Mallandro. Essa foi a chave do caixão.kkk
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