Nota 6,0 Longa de ação canadense se beneficia de rixa entre cidades para explorar o humor

Mesmo se
estranhando logo que se conhecem, os investigadores aceitam trabalhar juntos
por um bem maior: melhorar a imagem do departamento de polícia que representam
a fim de angariar mais verbas para o próximo o ano, o que poderia lhes render
algum tipo de promoção financeira ou de cargo. Pois bem, o começo do trabalho é
um tanto enigmático. A ficha levantada sobre o homem assassinado não mostra que
ele teria ligação com alguma coisa criminosa, todavia, seu alto padrão de vida
chama a atenção. Em seu pulso é encontrada uma tatuagem com sangue quase
fresco, o que significa que ela foi feita poucas horas antes de sua morte.
Conforme as investigações avançam, novos crimes passam a acontecer e os corpos
encontrados sempre estão com uma tatuagem recente, como se o serial killer
estivesse querendo passar alguma mensagem. Outra curiosidade é que as vítimas,
de forma direta ou não, estão ligadas ao mundo do hóquei, o que leva a crer que
o assassino seria uma pessoa fanática que surtou quando soube da venda de um
dos mais tradicionais times do Canadá, algo que fica ainda mais em evidência
quando ele tem a audácia de ligar para um programa jornalístico ao vivo para
defender seu ponto de vista e ganha a alcunha de “assassino da tatuagem”, a
publicidade que faltava para este homem se sentir em evidência. Martin e David
acabam aparecendo na TV e ficam na mira deste psicopata e nada melhor para
atingi-los que começar a perseguir seus parentes. Bon Cop Bad Cop no
conjunto é uma reunião de clichês de produções hollywoodianas de ação com um
toque leve dos suspenses de vilões mascarados, mas a adição do humor dá um
tempero agradabilíssimo à mistura. É muito bom ver atores como Feore e Huard
travando diálogos cheios de ironia, algumas vezes esquecendo até mesmo do que
acontece ao redor deles. Enquanto divergem sobre suas diferenças, um carro ou
até mesmo uma casa podem explodir, por exemplo, com o detalhe de que em um
deles está um suspeito e no outro uma vítima que poderia ser salva. Apesar de
algumas falhas e sequências que poderiam ser mais bem elaboradas, podemos dizer
que este longa dirigido por Érick Canuel só peca, dependendo do ponto de vista,
pelo idioma francês inserido que pode levar muitos a acreditarem que a obra é
de origem francesa, o que intrinsecamente
já passa a ideia de ritmo arrastado e muito blá blá blá ou cenas de
contemplação. Nada disso. Vale uma conferida sem grandes pretensões e a
diversão estará garantida.
Ação - 91 min - 2006
Nenhum comentário:
Postar um comentário