domingo, 29 de novembro de 2015

SUPER-HERÓIS - A LIGA DA INJUSTIÇA

Nota 0,5 Esse valor mínimo é por conta dos créditos finais, a única coisa correta neste filme

É até difícil escolher uma única palavra que defina da melhor forma o que é Super-Herói - A Liga da Injustiça. Pense em todos os adjetivos negativos possíveis e ainda eles serão poucos para expressar o que sentimos em relação a este pastelão, um filme tão ruim que seu diretor Aaron Seltzer deveria ter sido condenado a prisão perpétua por crime contra os direitos humanos ou algo parecido. O mesmo vale para o roteirista Jason Friedberg que subestima a inteligência do espectador extrapolando os limites da anarquia e do jocoso. Esta comédia não chega a ter um fiapo de roteiro, sustentando-se unicamente sob a ideia de tentar parodiar os filmes de sucesso de determinada temporada, no caso, a avalanche de fitas de heróis e a respeito de catástrofes naturais. Contudo, desde o primeiro minuto o que vemos é um desperdício de tempo por parte dos espectadores e uma perda de material pela equipe de produção que deveria ter vergonha de ter seus nomes citados nos créditos finais. A trama (oi?) começa com Will (Matt Lantner) sendo alertado sobre a data em que o mundo acabará através de um sonho profético com a enlouquecida cantora Amy Winehouse (Nicole Parker). Sentiram o drama? Bem, tal situação não assusta o rapaz, pois ele se acha o todo poderoso, porém, por via das dúvidas, ele resolve dar uma possível última festinha. Depois disso ele resolve ir à luta, mas não está sozinho nessa tendo a companhia de um grupo de amigos para tentar evitar catástrofes envolvendo asteróides, tornados, terremotos, entre outros fatídicos efeitos naturais. Para acabar com esses eventos devastadores e evitar que o mundo acabe, é o próprio Will quem deverá devolver uma tal Caveira de Cristal ao seu lugar de origem, mas até conseguir cumprir a tarefa ele terá que lidar com pessoas e criaturas esquisitas (como se ele mesmo já não fosse o suficiente aloprado), além de se preocupar em tentar resgatar sua ex-namorada Amu (Vanessa Minnillo) que está presa no Museu de História Natural.

O que temos aqui simplesmente é um amontoado de esquetes pretensiosamente cômicos forçosamente alinhavados, mas no fundo sem um pingo de conexão. De acordo com a temática escolhida, o escracho total, há citações óbvias a filmes como O Dia Depois de Amanhã e Twister, mas é dado um jeito de tirar sarro de Juno, Sex And The City, Encantada e Alvin e os Esquilos. Tem uma constrangedora sequência ao estilo High School Musical, Hannah Montana mesmo à beira da morte ainda tentando vender os produtos de sua grife e o finado Michael Jackson, na época em alta nas rodas de fofocas e bombando na internet com suas polêmicas, também marcando presença. A introdução é inspirada na aventura 10.000 A.C., a conclusão bebe na fonte de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal e o título nacional é justificado pelas rápidas aparições de Batman, Homem de Ferro, Hulk, Hellboy e Hancock, todos em versão um tanto tresloucadas. Além de todas as citações cinematográficas e a ídolos pop, lógico que também há espaço para os clichês das mulheres seminuas, humilhações de minorias e piadas escatológicas. O elenco é péssimo, falar que são amadores é fazer um elogio. Só mesmo atores em início de carreira ou esquecidos pelo mercado para toparem participar de uma bobagem como essa, por isso mesmo Carmem Elektra, de Todo Mundo em Pânico, mais uma vez repete seu papel de gostosona sem cérebro, provavelmente por não receber convites melhores ou por ter consciência de que seu talento se resume a um corpo curvilíneo esculpido na base de inúmeras cirurgias plásticas. Enfim, Super-Herói - A Liga da Injustiça não traz inovação alguma e nem mesmo tem a dignidade de corrigir os problemas já disseminados pelos seus "irmãos de gênero", pelo contrário, Seltzer parece fazer questão de acentuar ainda mais os erros tão comuns em produções do tipo e extrapolar ainda mais qualquer censo com a realidade. Infelizmente fitas do tipo continuam sendo feitas e ainda há público que gargalha de sua própria imbecilidade. Regra básica do mercado: se tem procura tem oferta. Captaram a mensagem?

Comédia - 86 min - 2008 

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