domingo, 30 de setembro de 2012

OS VAMPIROS QUE SE MORDAM

Nota 1,0 Paródia de filme de sucesso repete fórmula e erros comuns a este subgênero do humor
 
Sinopse: A garota Becca Crane (Jenn Proske) é uma adolescente que está recomeçando sua vida ao lado de seu pai em uma nova cidade e está extremamente ansiosa, pois terá de enfrentar os problemas de mudar de colégio. Logo no primeiro dia de aula ela se depara com tipos estranhos e fica sabendo de histórias sobrenaturais que acontecem por lá, mas nada que a impressione mais que o pálido Edward Sullen (Matt Lanter) por quem se apaixona imediatamente. A atração é recíproca, mas o rapaz esconde um segredo que o impede de se aproximar da moça. Enquanto isso, Becca também faz amizade com Jacob White (Christopher N. Riggi), outro garoto um tanto estranho, mas que também mexe com os sentimentos dela. Entre seus dilemas amorosos, a fase de adaptação à escola nova e o fato de ter de aprender a lidar com a falta de noção de seu pai, Becca mal sabe que algo pior pode lhe acontecer.


Comentário: Escrever uma sinopse decente deste filme não é fácil simplesmente porque podemos resumi-lo em poucas palavras em uma objetiva frase: paródia do filme Crepúsculo. Comédias pastelões que tiram sarro de sucessos do cinema não são novidades. Em espaços relativamente curtos de tempo é comum surgirem paródias aos títulos que chamaram a atenção durante certa temporada. Assim já fomos brindados com pérolas como Todo Mundo em Pânico, Deu a Louca em Hollywood, Espartalhões, Super-herói - O Filme, entre outros. Apesar de serem produções duvidosas que abusam da inteligência do espectador, é fato que todas acabam tendo vida longa nas locadoras e na televisão, agradando principalmente aos adolescentes e crianças, ainda que as piadas em geral sejam ofensivas aos menores. Para muitos é incompreensível o sucesso deste tipo de produto, mas é certo que o valor humorístico deles depende muito do repertório cinematográfico e cultural de quem os assiste. Por serem recheados de citações a outras obras cinematográficas e até assuntos reais ocorridos pouco antes ou durante o período de filmagens, não escapando nem mesmo os micos vividos por personalidades, esses filmes inevitavelmente acabam ficando datados, mas para quem tem boa memória eles podem manter a graça por anos e anos. Na pior das hipóteses, você também pode ser um completo sem noção que se diverte com bobagens do tipo, mas não se chateie. Para dar risada nestes casos realmente é preciso perder o bom senso e se entregar à loucura.  Os Vampiros Que se Mordam é uma "original" idéia dos diretores e roteiristas Jason Friedberg e Aaron Seltzer, responsáveis por bombas como Uma Comédia Nada Romântica e Super-Heróis – A Liga da injustiça, que beberam livremente na fonte da série literária sobre vampiros moderninhos de Stephenie Meyer, ou melhor, copiaram descaradamente cada fotograma da versão de cinema do primeiro livro da coleção. Fora uma ou outra piada, tudo foi criado para tirar um sarro da bizarra história de amor vivida no cinema pelos atores Kristen Stewart e Robert Pattinson. Aliás, os intérpretes deles na paródia são bem melhores e até mais expressivos, copiando inclusive os trejeitos sonsos. De qualquer forma, mesmo com alguns momentos engraçados de tão absurdos, o filme no conjunto deixa a desejar, valendo um elogio apenas para o pessoal da cenografia que deve ter tido uma overdose de tanto assistir o filme original para conseguir recriar com o máximo de perfeição os cenários. Falta muita coisa nessa comédia para dizer que ela provoca boas gargalhadas e que mereça continuações. Que Deus nos poupe do martírio de presenciarmos as criações da parte 2, 3, 4, embora uma tal de A Saga Molusco - Anoitecer chegou a ser lançada. Claro que quem procura algo com bom roteiro nunca vai pensar em ver isto, mas provável que até os adeptos desse tipo de humor não aprovem totalmente o resultado final. Tal qual são os vampiros, este longa é uma fria e tanto.
 
Comédia - 82 min - 2010 - Dê sua opinião abaixo.
 

Um comentário:

renatocinema disse...

Fraco. Uma pena ter perdido tempo com esse filme. Uma lástima.

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