Nota 1,0 Comédia adolescente, para variar, aposta em piadas constrangedoras e idiotas

Bem,
realmente a receita é essa mesma, uma mistura do que há de pior em American
Pie, O Dono da Festa e companhia
bela, porém, sem verba para campanhas de marketings, tanto que nos EUA o
longa foi lançado diretamente em vídeo, sinal de alerta de que vem bomba por
aí. Por outro lado, é certo que essa receita bizarra tem um gostinho levemente diferenciado
que seus similares graças ao desempenho de Brendan Fehr. O protagonista em
crise no trabalho e na vida pessoal consegue passar uma imagem de fragilidade
que acaba conquistando o espectador por representar um sujeito real, um jovem
cheio de dúvidas que você pode encontrar em qualquer esquina. Klein, por sua
vez, está acostumado a atuar em comédias desse tipo e tira de letra os
possíveis constrangimentos propostos pelo enredo afinal já incorporou o
personagem há anos. O contraste entre dois irmãos tão diferentes poderia render
uma boa história, mas o roteiro de Tad Safran envereda pelo caminho do mau
gosto e das piadas óbvias e outras tantas absurdas, enfim tudo como a receita
das comédias adolescentes pede e você nem vê o tempo passar (ainda bem, poderia
ser torturante). É preciso destacar a boa ideia de inserir cenas de vídeos caseiros,
tipo videocassetadas, para pontuar os fracassos da vida de Ed. Ironicamente são
estas rápidas sequências de imagens que resgatam a carreira do protagonista e
que também salvam o longa do fracasso total. O diretor Pat Holden foi esperto e
utilizou com habilidade os tais vídeos amadores como metáforas aos pensamentos
dos personagens, um recurso estético que seria até comum para uma abertura de
um filme, mas aqui também utilizado ao longo da narrativa de forma eficiente.
Graças a isso podemos dizer que pudemos rir um pouco com esta bobagem, no
entanto, por outro lado, Holden erra feio ao apresentar um tipo de filmagem
extremamente tosco como se tivesse feito o filme a toque de caixa. Ao assistir Quase
Virgem serão inevitáveis comparações com outras produções do tipo e até
mesmo com o divertido O Virgem de 40 Anos, mas cinema fast food é assim
mesmo. Todo mundo sabe que não faz bem, mas ainda insistem em repetir... E os
produtores americanos estão aí para alimentar as vítimas da imbecilidade.
Comédia - 90 min - 2005
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