Nota 0,5 História frouxa e situações e diálogos ridículos detonam longa totalmente descartável

Escrito e dirigido por Charles
Burmeister, o longa é um verdadeiro engodo. Começa com toda a pinta de que será
um filme de ação, mas corre-corre e tiroteios são servidos em quantidades
mínimas. Esse seria um ponto positivo caso em contrapartida houvesse um bom
enredo para sustentar pouco menos de uma hora e meia de projeção, mas nem com
esse minguado tempo de duração o resultado final se torna razoável. Boa parte
do tempo do primeiro ato é dedicada a conversas telefônicas do protagonista.
Entre telefones públicos e celulares John trava diálogos sofríveis e
desanimadores com várias pessoas. Por exemplo, ele tenta arquitetar um plano
com Manny, fantasia e em poucos segundos briga com a amante Cheryl (Ivana
Milicevic) e tenta ainda se reconciliar com a ex-mulher e a filha, Alice (Marg
Helgenberger) e Alana (Ashley Johnson). As sequências em que ele conversa com
estas duas mulheres é o que se salva do desastre, embora seja um tanto clichê.
Criminoso ganha a vida com negócios ilegais o que acarreta em sua separação da
esposa e revolta da filha que se envergonha do pai que tem. A redenção não
tarda a chegar. Alguém se interessa em ver pela enésima vez tal tema? Até que
público poderia ter, mas do jeito que Burmeister oferece seu trabalho a
rejeição é praticamente destino certo. O espectador dificilmente consegue se
envolver com um conflito tão frágil, ainda mais porque não são raras as vezes
que a atenção dispersa visto o grande número de bobagens inseridas. Para que
uma discussão tola sobre como a América foi descoberta? Uma personagem sensual
que não faz mais nada que constranger ou fazer o espectador gargalhar diante da
imbecilidade que está diante dos seus olhos? E pior é ainda constatar que o
grande pulo do gato do roteiro não funciona. A batida temática da criança
sensível e carente dando boas lições a um adulto não surte efeito,
principalmente porque o garoto em questão não desperta a simpatia do
espectador, as vezes até irritando com suas falas tolas como afirmar que é
homossexual, um gancho que não agrega nada à trama. Um Dia de Sorte realmente
é uma pedida de azar para quem por acaso pegá-lo na locadora ou zapeá-lo no
lixão da TV paga.
Drama - 87 min - 2008
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