sábado, 25 de maio de 2013

GEORGE, O REI DA FLORESTA

Nota 6,0 Variação do personagem Tarzan consegue prender atenção em comédia previsível

O lendário personagem Tarzan, criação original de Edgar Burroughs, já foi protagonista de muitas aventuras no cinema e na televisão, mas também serviu de inspiração a outros tantos tipos de humanos que acabaram sendo criados em meio a selva por animais considerados selvagens. George, O Rei da Floresta é um deles. O longa é baseado nas aventuras dos personagens criados por Jay Ward para um seriado de animação para a TV datado dos anos 60. O tom de homenagem começa logo pela introdução que explica as origens do protagonista através de um desenho animado, além da narração em off que pontua a narrativa colaborar para a sensação de nostalgia. No coração da selva africana, um bebê é criado por um grupo de gorilas, tornando-se um rapaz forte e valente, porém, muito desastrado e inocente.  Ele é George (Brendan Fraser), conhecido também como o Rei da Floresta. Um dia, aparece em seu território Ursula Stanhope (Leslie Mann), uma jovem que vai explorar a selva africana. Logo seu noivo Lyle Van de Groot (Thomas Haden Church) decide ir à África para encontrá-la e conta a todos da expedição a lenda do "macaco branco", o que alimenta a cobiça dos caçadores Max (Greg Crutwell) e Thor (Abraham Benrubi). Eis que num momento de perigo, o tal macaco surge para salvar Ursula e a leva para sua casa e se apaixona na hora. Enquanto os dois começam a se aproximar, o medroso Lyle planeja resgatar sua noiva e capturar George para levá-lo à São Francisco com má intenções. Pela cartilha das sessões da tarde, um rapaz totalmente selvagem e sem cultura em uma cidade grande e moderna só pode significar uma coisa: confusão à vista!

Com direção de Sam Weisman, o longa não esconde sua previsibilidade e tenta fazer desse ponto que deveria ser negativo o seu grande trunfo, sendo que o roteiro de Audrey Wells, dos futuros Treinando o Papai e Os Smurfs, vira e mexe procura motivos para rir de sua própria falta de originalidade. Contudo isso não é problema visto que o público-alvo da produção ainda está tendo os primeiros contatos com o mundo do cinema e conhecer os clichês faz parte do aprendizado. Geralmente os live actions infantis da Disney não se saem muito bem nas bilheterias, mas George, O Rei da Floresta, até bateu as bilheterias arrecadas pelo grande desenho anual do estúdio, Hércules, e de quebra catapultou a carreira do até então coadjuvante e pouco conhecido Fraser. A receita deste sucesso inclui os ingredientes básicos de produções do tipo como animais falantes e brincalhões, uma mocinha em perigo, um vilão querendo ser mais do que pode e as piadas comuns sobre a adaptação de um ser a um meio com o qual ele não tem um mínimo de intimidade. A versão deste Tarzan pré-século 21 mantém a força e a valentia do original, mas torna-se um sujeito paspalhão e adorável para acentuar o tom humorístico da obra, porém, seu algoz carrega nas tintas e surge como um rival estereotipado e sem grandes momentos de embate com o herói. Todavia, esta comédia cumpre bem a função de entreter os pequenos, seus reais objetivos, mas os adultos que não deixam a criança que existe dentre de si morrer devem se divertir e relaxar. A produção gerou uma sequência lançada diretamente em home vídeo, mas sem Fraser no papel principal. Ele já estaria em outro patamar da carreira com o meteórico sucesso de A Múmia. Uma última observação: é essencial ficar de olho nas crianças para evitar que elas trombem em portas e paredes tal qual o protagonista. O Ministério da Saúde agradece.

Comédia - 92 min - 1997 

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