
As comédias românticas cujo
casal protagonista não é lá muito conhecido ou a introdução da história não é
satisfatória fatalmente não empolgam o espectador que acredita estar assistindo
a mais um daqueles filmes que causam risos não por seu conteúdo, mas sim por
serem mal feitos. Bem, Quando em Roma não é
maravilhoso, mas também não é o pior filme já feito. Ele está no mesmo patamar
da maioria de seus colegas de gênero: regular, apenas um passatempo que não irá
mudar sua vida e tampouco piorá-la. A história criada por David Diamond e David
Weissman é protagonizada por Beth (Kristen Bell), uma jovem que trabalha no
ramo das artes organizando exposições e é muito bem sucedida no que faz, porém,
no amor ela é uma fracassada. Todos seus relacionamentos não dão certo e parece
que sempre é ela o problema do casal. Sua sorte muda literalmente quando viaja
para Roma para o casamento de sua irmã. Na festa ela conhece o jornalista Nick
(Josh Duhamel), por quem se interessa e a recíproca parece verdadeira, mas em
poucas horas seu encanto acaba ao flagrá-lo com outra mulher em atitudes
suspeitas. Meio perturbada, ela entra em uma fonte de água em uma praça e
começa a caçar as moedas que as pessoas jogam acreditando no folclore da fonte
dos desejos. Voltando a Nova York, como num passe de mágica, ela começa a ser
perseguida por vários homens que se declaram apaixonados, inclusive pelo próprio
rapaz por quem se encantou no casamento. Esse repentino interesse de Nick era
tudo o que ela mais queria, mas será que o jornalista estaria realmente
apaixonado por Beth ou seria apenas o efeito da magia da fonte? Se for o caso,
quanto tempo o feitiço duraria?

A única lição que podemos tirar de
Quando em Roma é que nem sempre
devemos acreditar no ditado que diz “quando a esmola é muita o santo
desconfia”. Traduzindo, a protagonista não confia que uma hora o amor
finalmente chegaria a sua vida e prefere acreditar que tudo que está vivendo é
uma mágica que a qualquer momento vai se desfazer, o que a impede de viver esse
momento de felicidade plenamente. Bem, nem teria como. Além do galã da
história, ela ainda arranja outros quatro pretendes que nunca a viram e muito
menos ela os conhece. São eles: Will Arnett como um pintor italiano, Jon Heder
como um mágico, Danny DeVito como um empresário do ramo alimentício muito
assanhado e Dax Shepard como um modelo de araque que se acha a oitava maravilha
do mundo. Este último é noivo de Kristen Bell na vida real e ambos ainda não
acharam seu espaço no cinema, assim como Josh Duhamel, o mocinho da trama. O
casal romântico da fita não compromete o resultado final, mas não forma um par
apaixonante. Se falta amor no enredo, restaria achar graça nas diversas
tentativas da moça em se livrar de tantos pretendentes, mas as situações são
editadas de forma tão rápida que acaba comprometendo o humor da trama e
culminando em um final previsível. Uma pena também ver o elenco coadjuvante
desperdiçado, incluindo a talentosa Anjelica Huston em papel sem brilho algum
como a chefe da mocinha. Quanto a Roma do título, isto é apenas chamariz
já que as paisagens italianas ajudam a vender um filme, mas pouca coisa é
mostrada. Bem, sensibilidade e delicadeza nas imagens e na condução da
narrativa não poderiam ser esperadas do diretor Mark Steven Johnson, o mesmo
de
Demolidor e
Motoqueiro Fantasma. Ação é
sua praia. Enfim, este é mais um exemplo de filme que parece ter sido feito as
pressas e talvez por isso mesmo se torne uma boa opção para matar o tempo livre
ou ao menos distrair os fanáticos pelo gênero. Mais descompromissado
talvez seja impossível.
2 comentários:
Achei esse filme muito, muito, muito fraco...não achei engraçado, não achei divertido e já tinha visto esta história algumas vezes....fraco fraco.
Só de olhar pra cara da Kristen Bell no pôster desse filme, eu já fico receoso - parece bem ruim! Honestamente, não sinto nenhuma vontade de vê-lo: pode até ser preconceito, mas me parece terrível, então só verei se não houver outra alternativa.
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