domingo, 19 de maio de 2013

PROCURANDO AMANDA

Nota 3,0 Matthew Broderick faz o que pode salvar comédia com protagonista nada cativante

Sinopse: Taylor Peters (Matthew Broderick) é um escritor de comédias que está passando por uma má fase profissional, mas escrever programas humorísticos medíocres foi a única maneira que encontrou para sobreviver após um longo período viciado em álcool, drogas e jogatinas. Lorraine (Maura Tierney), sua esposa, nunca o deixou, porém, quando passa a desconfiar que o marido esteja gastando com apostas em corridas de cavalos ela chega ao seu limite. Com o casamento em perigo, Peters encontra uma maneira de se redimir com a mulher. Ao descobrir que a sobrinha Amanda (Brittany Snow), uma inconsequente jovem de 18 anos, está trabalhando como prostituta em Las Vegas e se afundando no mundo dos vícios, o escritor decide ir encontrá-la e a convencer a abandonar esta vida desregrada. Todavia, a cidade onde tudo parece possível e todas as noites são repletas de agitação é uma tremenda tentação para Peters que cai em contradição e pode volta à vida dos vícios.  

Comentário: Matthew Broderick definitivamente parece dormir no formol. Os anos passam e ele continua com o rosto e o jeitão de eterno adolescente, mas curiosamente convence em papéis que condizem com sua real idade. Claramente adepto às comédias, o ator inicia bem sua participação em Procurando Amanda com diálogos afiados e sarcásticos e pode ser considerado sem dúvida o chamariz da produção, quem carrega a árdua tarefa de tentar fazer humor tendo em mãos um roteiro sem graça e que a certa altura parece não saber qual caminho seguir. O longa é co-estrelado pela atriz Brittany Snow, a vilã loirinha e entojada de Hairspray – Em Busca da Fama. Ela é aplicada, tem um ou outro bom momento, mas no geral sua personagem não cativa o espectador, mesmo com algumas frases forçadas que nos levam a compreender o porquê da jovem ter aderido à vida “fácil” das ruas, ainda que fique muito mais latente que ela gosta de uma vida louca, tanto que permite que o namorado também saia com outras garotas desde que ele não as leve à sua casa. O roteirista Peter Tolan, que entre alguns deslizes escreveu os bons Máfia no Divã, A Família da Noiva e E Se Fosse Verdade, aqui além de roteirizar também fez sua estreia atrás das câmeras. Ele não inova na função de diretor e traça uma narrativa tradicional ao gênero comédia romântica, todavia acumular duas atividades o levou a fazer um filme extremamente mediano e que nem ao menos tem pinta de virar figurinha fácil das sessões da tarde na TV, principalmente por causa do teor de alguns diálogos que abusam de citações de duplo sentido e falar sobre vícios. Para os mais crescidinhos, o filme pode até ter algumas passagens engraçadas ou contundentes, mas no geral é um trabalho que provoca alguns poucos sorrisos amarelo e totalmente esquecível. Fracasso nos EUA, a comédia acabou sendo lançada diretamente em DVD no Brasil e por uma distribuidora pouco conhecida, a Prime Pictures, o que já é um sinal de que boa coisa não vem por aí. De qualquer forma, mata um tempo livre sem causar danos a saúde mental de quem arriscar.
Comédia - 96 min - 2008 - Dê sua opinião abaixo.

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