domingo, 20 de outubro de 2013

ENTÃO VEM O AMOR

Nota 4,0 Mulher independente conhece tardiamente o amor, mas nunca é tarde para se apaixonar

Mulher na casa dos 30 anos, bonita, independente, destemida, realizada profissionalmente, porém, lhe faltava alguma coisa para ser completamente feliz. Um marido certamente. Não! Um filho é o que ela quer, realmente um homem que lhe amaria incondicionalmente e jamais a abandonaria. Todavia, anônimo ou não, todo mundo tem que ter um pai e é óbvio que mais cedo ou mais tarde a criança fruto de uma produção independente vai querer conhecer suas origens e o destino pode pregar uma peça na mamãe que tanto prezava sua individualidade. Quem nunca ouviu uma história assim? Mudam os atores, uma coisinha aqui outra ali, mas a essência continua a mesma. Então Vem o Amor é previsível desde o título. Julie Davidson (Vanessa Williams) é uma colunista de jornal muito bem sucedida, especializada em falar sobre a mulher moderna, e que sempre dedicou muito amor ao filho Jake (Jeremy Gumbs), mas agora que o garoto está começando a entender mais as coisas a relação dos dois começa a ficar estremecida. A falta de dedicação aos estudos pode ser um sinal de déficit de atenção, mas os problemas do garoto, que incluem rompantes de agressividade, também podem estar ligados a falta de uma figura paterna em sua vida, ainda que sua mãe esteja namorando a algum tempo com Ted (Michael Boatman), um premiado foto jornalista. Mesmo se esforçando para suprir todas as necessidades de Jake, Julie começa a ficar incomodada com o filho inventando coisas a respeito de um pai que idealizava para os colegas e até mesmo pelos constantes comentários de que o garoto não parece muito com ela, assim a jornalista decide rever a ficha do doador de esperma e começa a desconfiar que suas características e seu perfil são bons demais para ser verdade. Ela então decide contratar os serviços de um detetive que a leva até o nome de Paul Cooper (Kevin Daniels), aparentemente o pai que não sonhava para seu filho.

Após não ter uma boa impressão da família de Cooper, pessoas com quem ele não tem contato há anos, Julie o encontra bebendo em um bar e um tanto desanimado. Já com segundas intenções, ela se aproxima e logo começa a fazer perguntas um tanto pessoais e sobre o passado do rapaz. Seu desânimo é fruto dos rumos que sua vida tomou. Amante da cultura, Cooper queria ter se dedicado a literatura, mas seu pai o forçou a estudar direito. Não deu certo e assim ele foi experimentando outros cursos em diferentes áreas até que se deu conta que desejava viver muitas vidas e nada melhor que ser um ator para isso. A carreira é difícil, mas o incentivo que recebe da moça era tudo o que ele precisava após mais um teste em que não passou. Quem não sabe como a história continua? É óbvio que Julie vai ficar balançada e se questionar se o pai biológico de seu filho não é realmente o homem da sua vida e é claro que ele vai aparecer certo dia de surpresa na casa dela e encontrar Jake com quem rapidamente faz amizade. Contudo, quando tudo parece estar se acertando, não poderia faltar o estratégico pedido de casamento repentino de Ted, mesmo que ele fosse viver mais dentro de um avião a trabalho do que em casa dedicando-se à família. E então, o que vale mais a pena? A segurança financeira e a independência proporcionada por um ou as alegrias que o outro poderia oferecer a uma mulher realmente apaixonada, ainda mais sabendo que estaria unindo pai e filho de verdade? O roteiro de Caythia Jentis é bastante preguiçoso e não faz mais nada que requentar velhas piadas, como os constrangimentos de Julie diante dos comentários da mãe quanto sua solteirice, ou apostar em clichês emocionais, como na cena em que Ted e Jake jogam beisebol como se fossem parentes de sangue. A direção convencional de Richard Schenkman só colabora para Então Vem o Amor ser apenas um programa esquecível e para os aficionados pelo gênero, ainda mais com a escolha de protagonistas negros o que acentua a sensação de estar vendo um episódio esticado de algum seriado enlatado americano.

Comédia romântica - 98 min - 2007 

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