Nota 5,0 Ligeiro e sem muita história para contar, fita se resume a violência e mortes chocantes

O cara que seria a vítima acaba
se revelando tão violento e sanguinário quanto os criminosos e no porta-malas
de seu carro encontram uma jovem, Emma Ward (Adelaide Clemens), a garota que
aparece na introdução, uma rica herdeira desaparecida há meses. Há quanto tempo
ela estaria sendo mantida refém pelo motorista misterioso? Betty sabia disso?
Aliás, teria o rapaz de fato a sequetrado ou por um mero acaso ela se escondeu
em seu carro? Ou ela foi colocada propositalmente dentro do veículo? O roteiro
escrito pelo estreante David Cohen deixa muitas pontas soltas e em alguns
momentos exagera nas manipulações para que as situações se encaixem aos
propósitos violentos da trama, mas nada que anule o prazer dos masoquistas e
fãs de gore. Mortes e ataques violentos e detalhados não faltam para o deleite
daqueles que praticamente precisam também sentir a dor de uma navalha perfurando
um personagem e o diretor Ryûhei Kitamura sabe bem como trabalhar sensações do
tipo. De origem japonesa, este é o segundo longa com produção americana que ele
assina. Sua estreia foi com o irregular O
Último Trem que apesar de um argumento bem interessante acabou tendo sua
execução atrapalhada pela obsessão do cineasta por violência gráfica, assim
tornando-se refém de efeitos especiais muitas vezes mal inseridos ou usados em
exagero para fazer o espectador literalmente entrar na carnificina. Com Ninguém Sobrevive ele prova que aprendeu com
seus erros procurando chocar com trucagens mais convencionais, porém, muito
eficientes. Longe de ser uma obra-prima do gênero gore, uma boa sacada da
produção é a alternância entre vilões e anti-heróis. Ninguém é totalmente do
bem, mas em diversos momentos quem se declara do mal também corre riscos, contudo,
a má construção dos perfis dos personagens faz com que não torcemos para que
alguém sobreviva ao massacre. Ironicamente, traindo seu título, a fita deixa um
gancho para uma possível continuação. Desnecessária, obviamente.
Suspense - 86 min - 2012
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