Nota 1,5 Mais uma vez a atriz Sophie Marceau mostra que tem de dedo podre para escolhas

Juntos há 12 anos, o casal
parecia viver um relacionamento de aparências já a algum tempo, mas isso não
impede o sofrimento de Nelly que surta por não saber agora que rumos dar para
sua vida. O carpinteiro José (Antoine Chappey), irmão do falecido, é um dos primeiros
a chegar para o velório e se prontifica a fazer o caixão em sinal de homenagem
e ao mesmo tempo para evitar grandes despesas, mas no fundo talvez seja uma
forma de se penitenciar. Nelly e o cunhado já se relacionaram no passado, uma
união que não foi totalmente encerrada e que agora mexe com os sentimentos de
ambos, mas reviver esse amor poderia gerar fofocas e intrigas entre a população
tradicionalista que venerava o falecido. Além das dúvidas quanto ao futuro, a
viúva ainda terá que lidar com problemas quanto ao enterro. Não há lugar no
jazigo da família e os parentes acham que o melhor seria enterrar o corpo na
floresta próxima a casa onde Manuel passou tantos anos, mas vizinhos e amigos
acham melhor esperar outra solução para assim dar um funeral digno para o homem
que tanto se dedicou a fazer o bem para os seus semelhantes. Diante do impasse,
lá se vão quatro dias de espera, tempo de muita angústia para a protagonista
que chega a tentar suicídio. Contando assim, até que o enredo tem lógica e
parece indicar um filme nos moldes esperados de uma produção europeia, mas Nelly
é realmente um exercício de paciência com alguns poucos lampejos de
esperança. A cada cena que aponta um gancho para o espectador se entusiasmar,
surgem cinco para afastá-lo da trama, assim chegando fatigado ao final insosso.
Do início ao fim, o longa justifica o porquê da demora de cinco anos para sua
chegada no Brasil. Ainda tem empresário que se entusiasma com a origem de um
filme (falsa elitização) e a lembrança de Marceau no premiado Coração Valente ainda rende frutos.
Precisam urgentemente dar uma analisada na filmografia da atriz para rever seus
conceitos.
Drama - 99 min - 2004
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