Nota 1,0 Presidente dos EUA é vitimado mais uma vez em suspense repetitivo e desenecessário

Seria muito esquemático colocar uma
dupla investigando um crime e a mesma passar a ser alvo de um vilão? Mas quem
seria esse criminoso? Para instigar o espectador, Cheng lança mão de diversos
personagens para embaralhar o raciocínio, mas a tática é um tiro no pé. Como a
trama é enfadonha desde o início, fica difícil prestar atenção nos diversos personagens
com passagem relâmpago ou apenas nomes que surgem nos diálogos, assim a certa
altura até os mais persistentes devem estar ansiosos para que o final não
demore a chegar. A trama, roteirizada com a ajuda de J.C. Pollock, não é nada
original e tampouco faz questão de ao menos trabalhar melhor suas personagens.
Simplesmente elas são jogadas na trama e colaboram para a sensação de vazio da
produção, como por exemplo, o General Montgomery (Burt Reynolds), que só tem
algumas frases dispensáveis, e o andarilho Shakey (David Selby), uma testemunha
ocular do crime, mas que também não acrescenta muito à obra. Entre os tantos
outros atores que dispensaram seu precioso tempo filmando tal engodo, ainda
temos James Woods como Vaughn Stevens, mais um agente contratado para fazer a
segurança do então Presidente, e Anne Archer, simplesmente chamada de Primeira
Dama. A julgar pela reação de ambos com a notícia da morte do político até uma
criança já desconfiaria que eles não são santinhos, mas infelizmente End
Game se estende em uma desnecessária e intricada investigação para
chegar a um final sem clímax algum. Assim como tantos outros filmes de temática
semelhante, é impossível nos minutos iniciais não nos recordarmos de um fato
real, o assassinato do ex-presidente americano John Kennedy no final de 1963,
notícia que até hoje suscita discussões e reflexões. Mas com um tema tão forte,
como ele pode não ter dado certo neste filme? Tecnicamente a produção é boa
para os padrões de um filme modesto em termos financeiros, mas essa humildade
não justifica um roteiro tão precário cujos problemas são identificados desde o
início. Como sofrer por alguém que não lhe desperta sentimento algum? Pois é, a
vítima pode até ser o Presidente de uma das maiores potencias do mundo, mas sem
compartilharmos uma migalha sequer de sua intimidade ele se torna apenas mais
um cadáver entre tantos outros que surgem diariamente sob circunstâncias
violentas. Não é a toa que a melhor frase de todo o longa vem só no final: the
end. Alívio total a quem encarou o desafio de acompanhar tal bomba.
Suspense - 102 min - 2006
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