
Sentir medo de uma
ou mais coisas é algo normal e não deve ser encarado como uma deficiência do
ser humano. É comum e até certo ponto sadio ter receio, mas quando as fobias
começam a atrapalhar o cotidiano do indivíduo é preciso procurar auxílio, desde
falar sobre o que lhe aflige com a própria família ou amigos ou até mesmo
recorrer ao auxílio especializado de um psicólogo. O medo pode ser subdividido
em infinitas categorias, inclusive pode englobar tarefas simples do dia-a-dia
como o ato de dirigir um automóvel. O medo causado por um trauma, falta de
incentivo ou até mesmo o excesso de prudência podem incutir no indivíduo a
fobia de assumir o volante causando danos a sua vida pessoal e até mesmo
profissional. É justamente esse o viés adotado pelo diretor Richard Brandes,
também coautor do roteiro em parceria com Diane Doniol-Valcroze, para realizar
o suspense
Encontro com a Morte, ainda que utilize tal medo apenas como
desculpa para um previsível thriller de serial killer. A trama gira em torno de duas mulheres
que partem em uma viagem que poderá não ter volta. Depois que seus pais
morreram em um violento acidente de carro, a jovem Penny Dearborn (Rachel
Miner) passou a desenvolver uma intensa fobia de automóveis, a ponto de ficar
em pânico até mesmo quando ocupa o banco do passageiro. Para curar sua fobia
ela procura o auxílio de um tratamento psicológico e encontra uma corajosa
médica que está determinada a acabar com as crises de medo da jovem sem o uso
de remédios, mas sim apostando na teoria de que enfrentar o que lhe amedronta é
a melhor solução. A doutora Orianna Volker (Mimi Rogers) sugere que as
duas façam juntas uma viagem de carro, mas o que era para ser um passeio
tranquilo acaba virando um pesadelo quando a noite cai e a médica atropela um
homem em uma estrada deserta. Para se redimir, a médica lhe oferece uma carona
e assim começa um jogo perverso manipulado por um sádico assassino.
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