Nota 3,0 Abordando o mundo dos gângsteres, longa não dialoga com crianças e nem com adultos


O diretor Don Bluth então já fora
um garoto prodígio dos estúdios Disney e ex-pupilo de Steven Spielberg, este
que produziu seus dois primeiros longas animados, A Ratinha Valente e Fievel,
Um Conto Americano. É dele também a assinatura de Em Busca do Vale Encantado que assim como seus desenhos anteriores
não fizeram boa carreira nos cinemas, mas se tornaram grandes sucessos nas
videolocadoras, uma opção a escassez dos produtos da casa do Mickey Mouse que
na época chegavam ao mercado em conta-gotas e com prazo para serem recolhidos
das prateleiras para posterior relançamento. Entretanto, para uma produção que
na época pretendia peitar a gigante Disney que ressurgia das cinzas triunfante
com A Pequena Sereia o resultado soa
bastante pobre, até incômodo. Com Todos os Cães
Merecem o Céu não foi diferente, porém, isso não significa que a
fita encontrou seu público. A união entre conto policial de época com o
universo da fantasia infantil não deu certo. Metralhadoras, jogatinas,
traições, assassinatos, diabos e um anti-herói que morre duas vezes causam
impacto negativo e acabam distanciando o espectador da trama. Fica clara a
inspiração, ou melhor dizendo, mais evidente ainda a vontade de surfar na onda
do sucesso de Uma Cilada Para Roger Rabbit.
Contudo, a pretensão de fazer um desenho adulto, mas que também dialogasse
com as crianças, acaba sendo executada sem charme, encantamento e
principalmente clareza de ideias. Acalentado ao longo de dois anos, este foi o
primeiro lançamento do estúdio independente chefiado por Bluth e deixa clara
sua vontade de realizar seus projetos com bem entendesse, sem intervenções de
terceiros. O resultado infelizmente é uma animação intrincada demais e que
entedia o público de todas as idades.
Animação - 85 min - 1989
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