segunda-feira, 29 de junho de 2015

O BANHEIRO DO PAPA

NOTA 9,0

Enredo mescla drama e
comédia com perfeição
acerca de um fato real que
mexeu com os uruguaios
Muita gente escolhe o filme que deseja assistir a partir do seu título que deveria deixar bem claro sobre o que o conteúdo da produção trata, mas nem sempre isso fica bem identificado em poucas palavras. Os longas estrangeiros costumam ter títulos curiosos e até engraçados que também nem sempre vendem bem o peixe. Temos desde expressões refinadas do tipo Como Água Para Chocolate até frases que deixam o espectador com um ponto de interrogação na cabeça como A Teta Assustada. Igualmente engraçado e atrativo, O Banheiro do Papa cai como uma luva para a história de um homem simples que viu a chance de melhorar de vida com a visita ao seu país de um dos maiores ícones da Igreja Católica do século 20. Em 1988, a cidade de Melo, na fronteira entre o Brasil e o Uruguai, está agitada com a notícia de que o Papa João Paulo II em breve estará por lá. A população do local é muito carente e se empolga acreditando que a chegada do religioso abrirá as portas para um novo tempo em que a prosperidade reinará. Na expectativa de que muitas pessoas de toda a América do Sul irão até lá para ver tal santidade, os moradores se animam e começam a fazer planos para lucrar com a venda de bebidas, comidas e lembrancinhas. Beto (César Trancoso), um homem que vive de levar na sua bicicleta bugigangas e produtos de contrabando para abastecer pequenos comércios, decide inovar e cria em seu quintal o “Banheiro do Papa”, um lugar para as pessoas fazerem suas necessidades durante o evento. Para tanto, ele precisa se arriscar em viagens de trabalho, enfrentar a esposa Carmem (Virginia Mendez) e o descontentamento da filha Silvia (Virginia Ruiz). Porém, o mais difícil para concretizar a idéia é conseguir o vaso sanitário, mas este sonhador empreendedor amador fará de tudo para consegui-lo nem que seja no último minuto.

domingo, 28 de junho de 2015

NO TOPO DO MUNDO

Nota 2,0 Estrelado por astro de American Pie, longa é um equívoco desde a concepção da ideia

Muitos atores enchem a boca para falarem daquele que seria o personagem mais importante de sua carreira, contudo, tal afirmação é usada já prevendo que sempre o próximo papel deverá ocupar tal lugar e assim por diante. Teoricamente as coisas deveriam funcionar desse jeito até porque com o acúmulo de experiências de trabalho e de vida a tendência é que o ator cada vez aprimore mais a sua arte, mas parece que para algumas pessoas não basta ter apenas esse raciocínio e força de vontade. É preciso contar com a sorte, muita sorte. Jason Biggs é um exemplo disso. Quem? Seu nome não é muito conhecido, mas seu rosto sim. Basta dizer que ele é o protagonista dos três primeiros filmes da série American Pie. Com cara de bobo, se metendo em inúmeras confusões e trabalhando no limite do aceitável em termos de besteirol e escatologia, ele fez bastante sucesso na época, mas não chegou a se tornar um ídolo, nem mesmo dos adolescentes que podiam se identificar com os dilemas e sensações de seu personagem. Percebendo a estagnação da carreira, felizmente ele pulou fora das demais (e terríveis) continuações da série que o lançou e procurou trilhar novos caminhos. Até o mestre Woody Allen lhe estendeu a mão e o rapaz protagonizou sua comédia romântica Igual a Tudo na Vida, mas realmente o futuro não foi generoso com ele. No Topo do Mundo, por exemplo, até poderia ser um filminho razoável para matar o tempo ocioso, mas torna-se maçante a começar pelas próprias expectativas de quem assiste. Sinônimo de comédia, o nome do ator atrelado a essa produção nos remete ao gênero inevitavelmente, algo reforçado pela sinopse. Na trama roteirizada por John Paul Chapple e Steve Atridge, o ator dá vida ao Cabo Rudy Spruance, um Oficial de informações Públicas que em junho de 1979 é enviado por engano para trabalhar em uma base militar na Groelândia quando na verdade deveria estar servindo no Havaí. Confusões à vista! É óbvio que o rígido lugar vai ficar de pernas pro ar com a presença de um recruta totalmente perdido por lá. Seria bom se o roteiro seguisse tal viés. Fora a introdução em que Spruance acaba sendo vítima de um enxame de mosquitos e logo em seu primeiro dia na base já experimenta a enfermaria, não há resquício de humor no que vem a seguir.

sábado, 27 de junho de 2015

O PÂNTANO (2006)

Nota 2,0 Longa nada mais é que um amontoado de clichês para sustentar enredo fraco e confuso

É muito difícil escrever algum comentário ou até mesmo uma simples sinopse quando um filme não causa o menor impacto positivo. O suspense O Pântano exige paciência do espectador que provavelmente precisará assisti-lo mais de uma vez para tirar algum parecer, mesmo que negativo, desta obra enfadonha e repetitiva. Todos os clichês possíveis do gênero estão presentes, a começar pela protagonista perturbada mentalmente que sai do conforto da sua casa para procurar sarna para se coçar. Claire Holloway (Gabrielle Anwar) é uma jovem e bem-sucedida escritora de livros infantis com toques de horror, mas sua vida pessoal não anda bem. Ela é constantemente assombrada por visões de violência e morte e a situação só piora quando ela resolve passar uma temporada na Fazenda Rose Marsh. Ela viu a foto do local na internet e o achou idêntico a um desenho que possui. Sentindo-se atraída pela região, ela decide ira para lá acreditando que assim conseguiria inspiração para seu novo livro, mas acaba encontrando uma legítima história de fantasmas da qual ela pode ter algum tipo de ligação, o que explicaria seu repentino fascínio pela propriedade. A escritora desenterra uma história dos antigos moradores do casarão em que se hospeda, no entanto, que não fica bem explicada. Primeiro acreditamos que uma garotinha caiu no pântano da propriedade e seu irmão sentindo-se culpado passou a procurá-la desesperadamente e não voltou mais para casa. Depois o conto já é outro, mas de uma estupidez tremenda por parte do roteirista Michael Stokes, forçando uma situação que não convence. Detalhar as explicações tiraria o fator surpresa do longa, se é que ele existe, mas digamos que a primeira versão sobre a morte do adolescente e da menininha cujos fantasmas estão aparecendo para a protagonista era bem melhor que a segunda versão das explicações.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

SEGUNDAS INTENÇÕES

NOTA 8,0

Adaptação modernizada de
texto clássico a fim de conquistar
o público jovem revela-se uma
grata e envolvente surpresa
Dois jovens pertencentes à alta sociedade nova-iorquina fazem de tudo para manter as aparências de que são pessoas idôneas, mas por debaixo dos panos formam uma dupla irremediavelmente depravada que se diverte com joguinhos de sedução e destruindo as reputações de seus desafetos. Por essa breve descrição realmente Segundas Intenções não parece ser um filme muito atrativo, mas quem já lhe deu um voto de confiança não se arrependeu. Quer dizer, isso se tais pessoas tiverem até uns trinta e poucos anos e ainda estarem na fase de curtir a solteirice. Para quem já constituiu família digamos que não deve ser muito agradável pensar que futuramente sua doce filhinha pode cair na lábia de um pervertido, que drogas e sexo farão de certa forma parte do cotidiano destes adolescentes e por aí vai. Este drama voltado para o público jovem foi lançado sem grandes expectativas, mas rapidamente caiu no gosto dos americanos e pouco a pouco foi colecionando fãs em todo o mundo, sendo que hoje a produção é considerada um dos cults movies dos anos 90. Se os grandes filmes para adolescentes datados de uma década antes, geralmente comédias e aventuras, até hoje tachamos como produtos típicos de sessão da tarde, o longa em questão passa bem longe desta classificação por conter cenas fortes, diálogos provocantes e um intenso clima sensual. Sinal dos tempos. A ingenuidade massacrada pelo amadurecimento cada vez mais precoce. Todavia, esta produção não objetiva apenas entreter os adolescentes, mas também conquistar o público adulto com uma trama envolvente que possa trazer certas reflexões que talvez em uma primeira apreciação podem não ser totalmente identificadas. A inspiração para o enredo veio de um clássico literário europeu já bastante explorado pelo cinema, “Les Liaisons Dangereuses”, escrito por Choderlos de Laclos em meados do século 18. Sua versão cinematográfica mais famosa, Ligações Perigosas, até hoje é considerada uma das grandes obras da década de 1980. Tanto para quem já assistiu ou para quem nunca viu nem alguns poucos minutos deste trabalho do cultuado cineasta Stephen Frears, pode parecer muito estranha a opção de trocar os cenários do Velho Continente pela agitada e moderna Nova York, além do fato das personagens da elegante burguesia serem substituídas por jovens ricos e rebeldes que não tem com o que ocupar o tempo ocioso, porém, o resultado dessa adaptação é surpreendente. Causa ainda mais espanto saber que o homem por trás destas modificações na época tinha apenas 23 anos e estreava na direção. Roger Kumble, também responsável pelo roteiro, fez seu debut em Hollywood em grande estilo, mas obviamente não é digno fazermos comparações entre seu clássico moderno adolescente com o clássico oitentista destinado a plateias mais maduras, ainda mais sabendo que ele se deixou empolgar demais com os elogios e os rendimentos financeiros e cometeu o equívoco de realizar uma sequência tão desnecessária que até mesmo o elenco do original preferiu ficar de fora.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

COLD MOUNTAIN

NOTA 8,5

Épico romântico segue a receita dos
grandes clássicos da era de ouro de
Hollywood, mas faltou calor humano
à obra talhada para premiações
Os filmes épicos já foram responsáveis no passado por grandes lucros de Hollywood, faturavam prêmios e elogios da crítica e as grandes estrelas do cinema disputavam acirradamente papéis em tais produções. A fase áurea durou até meados dos anos 60, mas a partir da década seguinte o gênero começou a ficar escasso, tendência que perdura até hoje, salvo os longas a respeito de guerras que continuam despertando interesse tanto de profissionais quanto do público. Os altos investimentos exigidos, principalmente para reconstituições de cenários e figurinos, acabam afastando investidores de projetos do tipo, porém, quando se lembra que épicos é quase um sinônimo de Oscar a coisa muda de figura, mas é um risco declarado. O estilo extremamente romântico e a longa duração, além da pretensão de se tornar um marco na história cinematográfica do tipo E o Vento Levou, podem ser as razões do fracasso de público de Cold Mountain, um filme também subestimado até por parte da crítica especializada. Em contrapartida este trabalho foi superestimado pelo seu diretor, o saudoso Anthony Minghella que claramente queria repetir o feito de O Paciente Inglês, um dos maiores recordistas em número de estatuetas do Oscar de todos os tempos. O cineasta se acostumou a se envolver com produções que preservam características do cinemão hollywoodiano de antigamente agregadas ao estilo dos chamados filmes de arte e que são obras declaradamente feitas para participarem das temporadas de premiações. Apesar de diversas indicações a prêmios e sete indicações ao Oscar, que não incluem as famigeradas categorias de filme, direção, ator e atriz, o longa acabou sendo uma surpresa às avessas e se tornando uma mancha no currículo do estúdio Miramax acostumado a sempre se sair bem nos festivais. Na época a empresa metia medo na concorrência quando surgiam boatos de que um novo trabalho dela estrearia em plena temporada do fim de ano americano, período em que os críticos estão de olhos nas votações dos melhores filmes. Um belo conto pinçado de algum livro, atores renomados e talentosos, produção impecável e tudo o mais que compõe um legítimo clássico, essa era a receita do sucesso. Pelo porte do projeto, esperava-se uma repercussão maior desta obra de Minghella, até mesmo por conta do elenco de astros reunido. De qualquer forma, tornou-se um filme injustiçado e que merece uma reavaliação. Não é apenas a parte técnica que nos surpreende, mas sim a bela história de amor e de esperança contada tendo como plano de fundo uma guerra reconstituída minuciosamente.

terça-feira, 23 de junho de 2015

A MENTIRA

NOTA 7,0

Comédia adolescente com
roteiro acima da média é
prejudicada por excesso de
coadjuvantes e subtramas
Para variar, mais uma vez a escolha do título brasileiro não foi muito feliz. Será mesmo? A Mentira é muito genérico e poderia sugerir um drama ou suspense, mas quando batemos o olhos em algumas imagens do filme percebemos na hora de que se trata de uma comédia adolescente cuja protagonista tem ares de sósia da atriz Lindsay Lohan, o que convenhamos não é muito animador. A julgar pelos primeiros minutos desta produção também será difícil alguém confiar que ela vá longe. O tema mentiras já foi usado em centenas de filmes, algumas vezes para denegrir imagens, outras para poupar sofrimentos, mas aqui ela é usada para dar um upgrade na vida social de dois adolescentes não muito populares no colégio, sendo o foco principal a garota que ganha fama de mulher fácil de conquistar. Olive (Emma Stone) era uma daquelas estudantes cuja presença ninguém notava até que ela contou uma mentira para Rhiannon (Alyson Michalka), sua melhor amiga, sobre um encontro amoroso e quente com um calouro da faculdade, quando na verdade ela é virgem. O boato sobre o ato promíscuo se espalha rapidamente despertando a ira de Marianne (Amanda Bynes), uma patricinha fanática religiosa, mas Olive não se importa e até gosta da popularidade repentina. Tal fama levou seu amigo Brandon (Dan Byrd), que estava sofrendo horrores na escola pelas desconfianças de ele ser homossexual, a pedir sua ajuda para reverter essa situação e melhorar sua reputação. Eles tiveram a genial idéia de simular em uma festa que transaram. Todos os convidados da escola se amontoaram na frente da porta do quarto para tentar ouvir e espiar o que acontecia lá dentro. Olive e Brandon capricharam nos gemidos e diálogos e de uma hora para a outra passaram a ser o assunto do colégio. No início tudo ia bem, mas aos poucos aquela mentira passou a ganhar outros contornos. A moça acabou levando a sério sua farsa de mulher fatal e viu sua liberdade acabar e os garotos se aproximando dela apenas para se aproveitarem. Definitivamente a mentira foi longe demais. Pronto, o título nacional agora faz todo sentido e cai como uma luva. 

sábado, 20 de junho de 2015

O QUARTO ANDAR

Nota 2,0 Com cara de telefilme capenga, suspense não se segura por mais de vinte minutos

Houve uma época em que muitos filmes eram feitos diretamente para abastecer o mercado de locação de vídeos. Quando o filme do momento não estava disponível, uma fita desconhecida poderia chamar a atenção e garantir a distração do fim de semana. Hoje algumas delas continuam abastecendo as madrugadas dos canais de TV, mas muitas dessas produções acabaram perdidas nas transições de formatos de mídias, embora alguns serviços de streaming estejam resgatam títulos, ainda que temporariamente, e sempre tem alguém que lança no YouTube ou afins uma cópia, embora geralmente com imagem e som sofríveis. O Quarto Andar certamente deve ter chamado a atenção de muitos ratos de locadoras, mas é aquele tipo de suspense que você fica na dúvida em dar uma opinião completa. Isso porque até a metade ele prende a atenção, isso levando-se em consideração que é um trabalho de baixo orçamento e temos ciência de seu estilo de telefilme, ou seja, é de se esperar que o final deixe a desejar. Típico filme que antigamente sustentava o "Super Cine" da Globo, a fita conta a história de Jane Emelin (Juliette Lewis), uma decoradora de interiores que herda um apartamento de uma tia que recentemente faleceu ao supostamente despencar da escadaria do prédio. Apesar disso, em um primeiro momento ela adora sua nova moradia. Isso até conhecer seus vizinhos, um mais estranho que o outro, a começar por Marta Stewart (Shelley Duvall) que logo de cara lhe avisa para evitar contato com qualquer um, mas ela própria tem certo quê de bizarrice. A jovem escolheu morar sozinha para poder ter um tempo para refletir, mas a ideia não agradou nada a seu namorado, Greg Harrison (William Hurt), um homem mais velho conhecido por apresentar boletins do tempo na televisão e que planejava viver uma vida a dois na casa que acabara de comprar.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

OS PRODUTORES

NOTA 9,0

Longa baseado em comédia
dos anos 60 ganha uma bela
repaginada seguindo padrão
de espetáculo da Broadway
Os musicais ressurgiram com fôlego renovado nos anos 2000 e o público foi apresentado a um novo estilo do gênero que une as características tradicionais a certas inovações. Tivemos o amor cantado em prosa e verso de Moulin Rouge, a crítica e o sarcasmo implícito de Chicago e Hairspray e ainda o apelo popular das canções famosas e nostálgicas que embalam Mamma Mia!. Curiosamente um representante da categoria que tem toda a pompa e requinte necessários para agradar aos fãs cativos do gênero e novos espectadores infelizmente não fez o sucesso esperado. Os Produtores é a refilmagem de Primavera Para Hitler, uma comédia dos anos 60 dirigida por Mel Brooks e vencedora do Oscar de roteiro original. Bem, a produção assinada por Susan Stroman foi bastante elogiada e concorreu a alguns prêmios, mas foi totalmente desprezada pela Academia de Cinema e consequentemente pelo público que preferiu ir ao cinema ver os longas oscarizáveis da temporada. Uma pena, mas uma falha que felizmente pode ser corrigida e mesmo quem já viu poderá se divertir novamente. No Brasil optou-se pela tradução literal do título e não se apegar ao do passado. A primeira vista pode ser uma atitude sem cabimento ou tino comercial, mas para quem já viu as duas versões certamente ela fará todo sentido. O primeiro filme é curto e quase sem nenhum resquício que o lembre como um musical, caracterizando-se muito mais por ser uma comédia estereotipada. Já o remake é 100% melhor e agrega muito mais elementos necessários para que mantivesse a aura do espetáculo teatral homônimo (este que foi lançado em 2001 sendo reescrito e musicado pelo próprio Brooks), a verdadeira fonte de inspiração para esta obra. Por isso não estranhe as interpretações exageradas e os números musicais, cenários e figurinos que transpiram teatralidade. Susan é uma premiada coreógrafa dos palcos que estreou no cinema com o pé direito adaptando o próprio espetáculo musical da Broadway de maneira que talvez ninguém mais esperava ver na modernidade. Investindo no visual exagerado, praticamente um show de luzes e cores em alguns momentos, a cineasta convida o espectador para reviver a era dos musicais de Hollywood. Tudo flui com tanta naturalidade justamente por ela ter conseguido reunir praticamente todo o elenco original da montagem. Nathan Lane e Matthew Broderick permaneceram com seus papéis de protagonistas defendendo-os de forma excepcional.