Nota 4,0 Flertando com o espiritismo, longa tem premissa interessante, mas é previsível
Filmes que abordam temas
ligados ao espiritismo, como vida após a morte ou a possibilidade de ainda
vivenciar o mundo real quando aparentemente a alma já está desvencilhada do
corpo, chamam a atenção e já tem público cativo. Nos anos 2000, parece que a
onda de longas espíritas pegou o mundo todo, principalmente depois que o
suspense O Sexto Sentido aliou com perfeição sustos com
mensagens que os interessados na área tanto buscavam. Tal obra reascendeu a
procura por produtos do tipo, mas nem tudo que surgiu em seguida conseguiu
resultados tão bons. O mesmo produtor que fez o mundo roer as unhas até o
último minuto com a história do garoto que podia se comunicar com os mortos não
repetiu o feito com O Invisível, suspense com pegada
espírita, mas que está longe de ser um estudo profundo do assunto, parecendo
mais uma introdução a esse universo para adolescentes. Nick Powell (Justin
Chatwin), é um aspirante a escritor que promete trilhar um caminho profissional
brilhante e se destaca no colégio com suas redações. Porém, sua vida é
inesperadamente interrompida quando é brutalmente atacado numa noite e
abandonado praticamente sem vida em um local afastado da cidade onde mora. No
dia seguinte, o jovem está de volta à sala de aula, mas estranha o
comportamento dos colegas e da professora que parecem ignorá-lo. O mesmo
acontece quando chega em casa e ele encontra sua mãe, Diane (Marcia Gay Harden)
que também parece não enxergá-lo. Pouco a pouco ele descobre que está preso
entre o mundo dos vivos e dos mortos e que a única pessoa que pode entrar em
contato com ele é Annie (Margarita Levieva), mas ela mesma pode estar envolvida
com os fatos que levaram Powell a esta situação.







