domingo, 17 de fevereiro de 2013

CASAMENTO EM DOSE DUPLA

Nota 3,0 Mais uma vez Diane Keaton repete o papel de mãe protetora em comédia sem sal
 
Sinopse: Noah Cooper (Dax Shepard) é fisioterapeuta, mas seu método de trabalho acaba o fazendo perder o emprego. Este seria apenas o primeiro passo de sua vida rumo a um verdadeiro inferno. Sua esposa Clare (Liv Tyler) deseja ter um filho desesperadamente, mas ele acha que o momento não é propício e faz as maiores loucuras para evitar que ela engravide. Noah também terá que aguentar o primo da esposa, Myron (Mike White), um aspirante a roteirista de cinema que se hospeda em sua casa até a data em que participará de um evento importante. Para completar seu péssimo momento de vida, sua mãe, a exagerada e inconveniente Marilyn (Diane Keaton), decide se separar do marido e vai morar com o filho levando sua trupe de cãezinhos de estimação. Agora Noah preciosa encontrar uma forma de se livrar destes problemas o mais rápido possível antes que ele enlouqueça.


Comentário: Fracasso mundial, esta comédia já nasceu sem grandes expectativas, tanto que até nos EUA foi lançada diretamente em DVD sem direito a passagem pelos cinemas, assim como ocorreu no Brasil. Todavia, não é totalmente um lixo, tem alguns diálogos engraçados e gags visuais interessantes e é bem melhor que muita comédia boboca destinada a adolescentes. Por outro lado, analisando esta produção dentro de seu subgênero, a comédia romântica, aí sim sua posição em uma lista de avaliação fica bem baixa. A história em si segue a cartilha deste estilo de produção e novamente o assunto casamento está em pauta. Roteirizado pela mesma dupla de Licença Para Casar, Tim Rasmussen e Vince Di Meglio, este último também assinando a direção desta vez, o longa até tem um bom argumento, mas seu desenvolvimento parece um amontoado de desculpas para justificar sua existência. Bem, histórias frouxas e mal produzidas costumam render dinheiro aos montes anualmente, isso desde que tenha ao menos um elenco afiado na jogada, o que não é o caso. Podemos dizer que o grande problema desta produção é a presença de Diane Keaton usado como chamariz. Ela já foi uma das musas de Woody Allen, ganhou um Oscar entre tantos outros prêmios e colecionou sucessos de público e crítica entre as décadas de 70 e 80, mas já faz algum tempo que ela tem feito escolhas erradas que não condizem com seu currículo. Ela desempenha corretamente o papel da mãe super protetora que chega ao ponto de batalhar por um trabalho na mesma empresa em que o filho é empregado tudo para pode controlar a vida de seu filhote e pentelhá-lo o quanto pode. Ela já vem interpretando esse mesmo papel com algumas nuances, tanto positivas quanto negativas, em diversos filmes, por exemplo, Simples Como Amar, onde viveu a mãe excessivamente  preocupada com a filha autista,  ou Minha Mãe Quer Que Eu Case, comédia na qual sua personagem é que ia em encontros amorosos para achar o par ideal para sua bebezona. Ela virou praticamente um sinônimo de comédia pastelão, mas seu nome encabeçando uma produção ainda rende certa repercussão, principalmente entre o público feminino acima dos 40 anos de idade, tanto que seus projetos não escondem que visam a audiência daquela mulher que entre uma tarefa e outra em casa ou no trabalho quer ter o direito de deitar no sofá e relaxar vendo um filme em que não tenha que esquentar a cabeça. Não há problema em existir projetos do tipo, o que não pode é menosprezar os consumidores destes produtos entregando filmes que parecem ser feitos a toque de caixas e sem qualidades. Todavia, Diane faz o que pode para trazer graça à produção já que Dax Shepard e Liv Tyler formam um casal frio e apático. Vale ressaltar também a presença da veterana Selma Ster como a sogra da personagem Marilyn, responsável pelas poucas cenas realmente engraçadas, ainda que ela saia de cena de uma maneira estapafúrdia abrindo espaço para um vergonhoso bate-papo entre parentes em uma igreja, a pior sequência do longa talvez. No mais, Casamento em Dose Dupla é um típico filme a la sessão da tarde: passa o tempo de forma indolor e é esquecível facilmente.
Comédia romântica - 92 min - 2007 - Dê sua opinião abaixo.


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