domingo, 30 de dezembro de 2012

MEU MUNDO ENCANTADO

Nota 7,0 Baseado em sucesso literário, longa infantil é carregado de ingenuidade e simplicidade
  
Sinopse: Toby Morgan (Matthew Harbour) é um garoto que tem uma imaginação muito fértil. Já o seu pai, John (Kevin Jubinville), é um bem sucedido homem de negócios que se retraiu muito desde que se tornou viúvo, assimm vivendo com seu filho uma relação distanciada. Obrigado a passar as férias de Natal com sua severa avó, Ellen (Una Kay), que mora em uma grande casa, mas sem vida, o garoto descobre um sótão que servia de quarto de brinquedos na infância de seu pai. É lá que Toby encontra um coelho de pelúcia, um presente deixado por sua mãe para ele. Emocionado ele chora e em um passe de mágica suas lágrimas dão vida ao brinquedo. Toby então passa a participar de incríveis aventuras em um mundo encantado, mas isso não agrada a sua avó e a falta de seu pai torna-se ainda mais forte com o resgate dessas lembranças.


Comentários: Muito tempo antes dos espectadores se acostumarem a escolher o que gostariam de ver no aconchego do seu lar sendo manipulados pelo número de cópias de um mesmo título presente em uma locadora, um termômetro que virou moda neste tipo de comércio em meados dos anos 90, o grande barato de ir nestas lojas era explorar as prateleiras. Eram centenas de filmes à disposição e o público infantil também era contemplado, embora as produções Disney eram lançadas no mercado em ritmo de conta-gotas. Na falta dos desenhos clássicos e das comédias do tipo família do estúdio, abria-se um leque de opções variadas, assim podíamos conhecer obras menores, desconhecidas e maneiras diferentes de se contar histórias, sem o glamour de grandes produções americanas, mas com a emoção e sinceridade necessárias para tornar a experiência válida e quem sabe um marco da infância ou uma agradável lembrança de um momento em família. Analisando tanto esteticamente quanto pelo estilo narrativo, Meu Mundo Encantado parece um trabalho pinçado dessas prateleiras que entre os anos 80 e 90 literalmente transformavam sonhos em realidade, mas que também emocionavam o espectador. Entretanto esta obra do diretor Michael Landon Jr. foi filmada em 2008. Foi uma opção artística dar esse ar envelhecido ao longa, uma ideia que combina perfeitamente com o clima inocente e fantasioso desta história que se passa no início do século 20. Baseado em um dos livros infantis mais vendidos no mundo todo, “O Coelho de Pelúcia”, escrito por Margery Williams, foi publicado pela primeira vez há quase um século e narra as aventuras de um garotinho que passa a fazer parte de um mundo encantado quando os antigos brinquedos guardados no sótão da casa de sua avó ganham vida graças à sua emoção. Todas estas sequências de fantasia são apresentadas em versão de desenho animado com traços tradicionais. Paralelamente, o protagonista precisa se adaptar ao cotidiano melancólico de sua avó e lidar com a falta que sente do pai, que trabalha muito e constantemente está ausente.  Seu grande sonho é que ele esteja presente nas comemorações do Natal. Roteirizado pelo próprio diretor em parceria com Cindy Kelley, infelizmente este lindo filme é praticamente desconhecido e tem dificuldades para achar seu público, sendo os mais saudosistas e com espírito tradicionalista os que mais devem se sentir atraídos. Todavia, simples, emocionante e direto trazendo benéficas mensagens sobre relacionamentos familiares, esta também pode ser uma boa opção para entreter crianças pequenas que sonham em um dia poder interagir com seus brinquedos. Se bem que atualmente somente bebês parecem se entreter com bichinhos de pelúcia ou artesanais, uma pena, pois  o emprego excessivo da tecnologia nessa área cada vez mais rouba o direito das crianças de sonharem e desenvolver tanto a mente quanto o corpo.. Vale a pena dar uma conferida e resgatar alguns resquícios e valores de antigamente que hoje em dia tanto fazem falta. 
Infantil - 87 min - 2008 - Dê sua opinião abaixo.


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