domingo, 16 de setembro de 2012

BARRY E A BANDA DAS MINHOCAS

Nota 4,0 Animação protagonizada por minhocas vale mais a pena por sua trilha sonora

Sinopse: Barry é um jovem minhoca que está cansado de ver sua espécie ser motivo de zombaria por parte de outros animais, principalmente alvo de chacota pelos insetos, e não aceita o futuro ao qual está destinado: trabalhar em uma empresa de fertilizantes, a sina de todas as minhocas. Seu pai não gosta deste trabalho, mas se conformou com seu destino. Já a mãe de Barry o pressiona e ele acaba seguindo o mesmo caminho, mas ele ganha um novo sentido para sua vida quando encontra discos dos anos 70 de seu pai,a época áurea da disco music. Contagiad pelo ritmo, imediatamente ele tem a idéia de montar uma banda de minhocas para participar de um show de talentos e provar que estes seres rastejantes tem seu valor, mas encontrar a turma que embarcará junto com Barry em seu sonho não será fácil.


Comentário: Infelizmente ainda é uma raridade que animações produzidas fora de Hollywood cheguem ao Brasil, salvo em festivais e mostras de cinema. Por outro lado, algumas chegam a ser lançadas timidamente por aqui como é o caso deste desenho assinado por Thomas Borch Nielsen. Co-produção entre a Dinamarca e a Alemanha, o longa não é um trabalho nota dez, longe disso, mas vale uma espiada por curiosidade e fugir um pouco dos animais fofinhos e traços computadorizados tão em alta no campo de animação americano. Bem, é certo que as minhocas não são seres fascinantes e a idéia de um longa protagonizado por elas não parece ser das melhores, mas ainda assim a produção conseguiu transformar os protagonistas rastejantes em personagens simpáticos e com certo movimento, porém, mesmo assim isso não é o suficiente para segurar um roteiro preguiçoso. Conforme o título deixa explícito, a parte musical é a engrenagem deste filme que resgata canções de sucesso dos anos 70 do ritmo da discoteca, mas em contrapartida temos que acompanhar também as desastrosas tentativas de Barry e seus amigos tentarem encontrar o equilíbrio até formarem uma banda que evidentemente se tornará um sucesso. Entre ruídos pavorosos e músicas empolgantes, uma ou outra piada válida, ao final temos a sensação que o roteiro escrito pelo próprio diretor em parceria com Morten Dragsted poderia ter ido muito além. Com pouco mais de uma hora de duração, as sequências parecem um tanto aceleradas e condensadas e isso comprometeu a narrativa como um todo. Muitas cenas são desprovidas de emoção e as que deveriam fazer rir acabam sendo frustradas, salvando-se apenas uma ou outra que inegavelmente dependem da trilha sonora capaz de acordar o espectador. É difícil fazer animação, ainda mais com a dura concorrência de Hollywood que não se contentou em padronizar o mercado com a computação gráfica como aderiu em peso ao 3D, assim fica praticamente impossível para as produções menores e mais tradicionais encontrarem público. Barry e a Banda das Minhocas no final das contas é apenas mais um bem intencionado projeto que serve para uma sessão da tarde sem compromisso para crianças bem pequenas. E só.
Animação - 75 min - 2008 - Dê sua opinião abaixo.

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