domingo, 12 de agosto de 2012

TEMOS VAGAS 2 - A PRIMEIRA DIÁRIA

Nota 7,0 Longa enfoca o início das atividades macabras de um motel de beira de estrada

Sinopse: Um motel de beira de estrada é um local muito procurado por viajantes que desejam descansar a noite, mas também pode ser o destino escolhido por alguns casais para passarem alguns momentos a sós. Os funcionário de lá se divertem assistindo e gravando as intimidades de seus hóspedes, mas essa diversão acaba ganhando contornos macabros com a chegada de Smith (Scott G. Anderson). Ele se hospedou com uma jovem e as câmeras do quarto flagraram o momento em que ele esfaqueia a moça até a morte. Pego em flagrante, o assassino acaba convencendo os funcionários do local a lhe ajudarem com seus planos macabros, gravarem todas as cenas e depois venderem as fitas. O negócio vai bem até que os jovens Caleb (Trevor Wright), Jessica (Agnes Bruckner) e Tanner (Arjay Smith) se hospedam por uma noite. Com a passagem deles tudo pode mudar.




Comentário: Parece uma regrinha básica de Hollywood: qualquer filme de terror, seja ele sucesso ou não, precisa ganhar ao menos uma sequência para ganhar alguns trocados dos aficionados pelo gênero, porém, dificilmente tal produção superaria a primeira. O que dizer então de um filme de horror ganhando uma continuação sem seus protagonistas originais e ainda com um roteiro calcado em acontecimentos anteriores aos do primeiro filme? Tudo indica uma tremenda bomba do tipo caça-níquel, mas Temos Vagas 2 – A Primeira Diária surpreende, isso se você não for um espectador extremamente crítico. O diretor Eric Bross conseguiu manter o clima de tensão e adrenalina semelhantes ao do original, assim este filme também consegue deixar os espectadores roendo as unhas e levando grandes sustos. Os protagonistas, atores desconhecidos segurando bem as pontas, desta vez formam um trio de jovens que serão as vítimas de assassinos sádicos e loucos por voyeurismo. Se no primeiro longa não são mostradas as razões dos funcionários do motel curtirem jogos de tortura e mutilação e gravar as ações em fitas, aqui encontramos o porquê de tudo isso e o que os levou a embarcar no comércio de filmes caseiros extremamente macabros, os tais snuff movies. Aqui vemos o quanto mentes fracas são facilmente manipuladas e embarcam em situações de risco sem medirem as consequências. As cenas de violência deste longa são mais cruéis, mas não caem na armadilha de serem transformadas em cenas bobas típicas de filmes sobre serial killers e que geralmente estragam as "partes 2". Desde a primeira cena um clima tenso paira no ar e a excelente cenografia e iluminação contribuem e muito para o conjunto funcionar. Aliás, aqui existe muito mais movimentação de câmera e ambientes, evitando que o filme se torne monótono, apesar de que a produção tem duração enxuta. Embora este trabalho receba duras críticas até mesmo de fãs do gênero, ele está longe de ser o lixo que muitos bradam por aí, até porque a história ficou a cargo de Mark L. Smith, o mesmo roteirista do primeiro, assim não encontramos aquelas temidas furadas e sequências nada a ver, pontos que certamente só podem ser apontados neste caso por aqueles que não assistiram o longa, mas que querem a todo custo meter o bedelho. Aproveite que os dois filmes da série são curtos e os assista na sequência para tirar suas próprias conclusões sobre ambos, mas prepare seu espírito para fortes emoções.

Terror - 85 min - 2009 - Dê sua opinião abaixo.

Um comentário:

renatocinema disse...

Minha opinião: nota zero.

O primeiro achei razoável. Essa sequência deveria ter sido barrada ainda na sala do roteiro. Um absurdo total.

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